Tiê, uma voz para trazer calma a este mundo frenético e agitado demais

Tiê é o nome de um pássaro. Em japonês, significa sabedoria. Tiê também é o nome de uma jovem cantora paulistana, nascida no bairro do Sumaré, que ganhou notoriedade instantânea embalando as idas e vinda de Mari e Benjamin – personagens de Bruna Marchezzine e Maurício Destri – com a música-tema A Noite da novela I Love Paraisópolis. Cantora de voz delicada, com músicas singelas, canções muitas vezes sussurradas, e sem muito barulho, ela vai se firmando no cenário musical e conquistando seu merecido espaço. A gente aplaude! Clap, clap, clap, clap!

Junto com a levada low-fi, dominada pela dupla violão e piano, suas músicas trazem arranjos incidentais e minimalistas que revelam um quê de romantismo.

Tiê cresceu no universo artístico e sempre foi estimulada a experimentar algum tipo de arte. Teve experiência como atriz, aos 15 anos, na novela Tocaia Grande, da extinta TV Manchete. Não gostou da experiência e passou a dedicar-se só à carreira de modelo. Foi quando teve a oportunidade de conhecer o Japão. Ao voltar da viagem, ficou com vitiligo, o que a levou a encerrar a carreira em frente às câmeras. Decidiu experimentar a canto. Lembra ela ao site da Saraiva Conteúdo:

– Eu tinha um timbre bom, mas não sabia cantar. Existe o talento também, mas sobretudo o treino. Qualquer coisa, a gente tem que treinar muito.

Depois de uma temporada cantando em Nova York e já de volta ao Brasil, Tiê abriu um brechó-bistrô ao lado da MTV, em São Paulo. Foi lá que conheceu as duas pessoas que mudaram a sua vida, Dudu Tsuda, integrante da banda Jumbo Electro, e Toquinho. Passou dois anos tocando com ele – e foi Toquinho quem inspirou a cantora a começar a tocar violão.

– Fiquei três meses em um intensivão de João Gilberto, aprendendo todas as notas, treinando, treinando – recorda.

A sonoridade econômica, os silêncios e a delicadeza que premeiam seu estilo de cantar vieram da simplicidade como encara o mundo e a música.

– O simples é mais rico. E dentro da minha composição, os acordes são todos naturais, as minhas músicas têm três, quatro acordes, não mais que isso. Se eu colocar um super cara tocando violão e fazendo mil acordes, destoa da letra e da intenção – conta Tiê.

Tiê é daquelas cantoras perfeitas para a gente ouvir na tranquilidade do nosso lar doce lar, em um daqueles domingos de preguiça. O CD Esmeraldas é daqueles trabalhos que traz paz, sossego, acalenta a alma e desacelera a batida desse mundo tão frenético.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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Meu primeiro ímã de geladeira da minha primeira casa pós-temporada em Barcelona. Rio de Janeiro, março 2005. #tbt