À mesa do La Mar Cebichería

Estou devendo posts do meu fim de semana em São Paulo, como prometi aqui que faria. Pois tenho dois. Este é sobre o La Mar Cebichería.

Eu estava havia muito tempo curiosíssima para conhecer o peruano La Mar. Amo ceviche, sou louca para conhecer o Peru – e sentar à mesa do La Mar era o mais urgente que podia fazer para me aproximar da cultura daquele país. Lá me fui.

Para quem não sabe, o restaurante faz parte de uma franquia criada pelo chef Gastón Acurio e tem outras unidades em São Francisco, Cidade do México, Santiago do Chile, Costa Rica e Lima. A filial de SP mantém o estilo de todos os outros, tanto na decoração como no cardápio e na música latina.

Uma equipe do Peru passou dois meses na cidade treinando o time chefiado pelo ex-subchef do Emiliano, Fabio Barbosa.

Eu tinha ideia de que seria meio metido a besta, sabe assim? Me enganei. É um lugar bem descontraído, o que achei ótimo. O salão tem 350 m², pé direito alto e 130 lugares. A decoração combina luz natural, plantas, madeira e cadeiras revestidas de náilon turquesa. E uma parede coberta de bambu dá um certo ar praiano.

VISTA DO SALÃO DESDE ONDE ESTÁVAMOS SENTADOS

Fomos recepcionados com Pisco, a típica bebida peruana.

NHAM NHAM!

O garçom perguntou se queríamos dois, mas eu tive a luz divina de perguntar sobre os ingredientes. E quando ele respondeu que era feito à base de uma aguardente de uva, com clara de ovo, açúcar e suco de limão, preferi uma caipirinha mesmo.

Em seguida, ele trouxe o couvert com pastinhas e um balde coberto de nachos super crocantes feitos de banana, mandioca e batata.

Olha!

COMEMOS TRÊS BALDES, PODE? UMA DELÍCIA!

Na hora de escolher o prato principal, decidimos pela degustação de ceviches. Não teve como se arrepender. Eram esses quatro, um mais maravilhoso do que o outro.

OOOOOOOOHHHHHH!!!!!

Gostamos tanto, mas tanto que quase morremos para fazer o ranking do melhor de todos. Fotografei separadamente cada um – dois de peixe branco, um de atum e o verdinho de lula.

Olha!

Pedimos este último de novo, em porção maior. E devoramos tudo. Antes de ir embora, fui conhecer o banheiro, tenho mania de conhecer banheiros de lugares legais. Foi quando registrei essa foto do andar de cima.

Olha!

VISTA DO SALÃO DESDE O BALCÃO DO SEGUNDO ANDAR

E depois de peixe e peixe e peixe e peixe marinado no limão, olha o que tinha à disposição no banheiro!

PROVIDENCIAL!

Bem, eu fotografei até a nossa conta. Porque achei bem justo o preço, dado que tivemos uma aula de culinária peruana com o simpático garçom, experimentamos várias coisas diferentes, bebemos e, sim, eu acredito na boa gastronomia como investimento.

R$ 112,64 POR PESSOA

Eu tomei duas caipirinhas, degustei váááários ceviches, devorei três baldinhos de couvert e me senti no Peru. Saí beeeem satisfeita.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?