A vida com galochas


Lembro bem da época do comecinho do surgimento das galochas. Não havia em Porto Alegre, e eu andava surtada atrás de uma. Não poderia haver melhor invenção do que enfiar o pé naquela bota plástica e sair pisando em poças d’água ao bel prazer. Até porque já chega o guarda-chuva voando, o cabelo descabelando, a bolsa caindo do braço e aquela chuva de lado molhando a gente. Pelo menos os pés estariam beeeem protegidos. Mas cadê de achar uma galocha?
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Encontrei sabe onde? Em uma lojinha escondidinha ali na Florêncio Ygartua chamada Clarissa Rangel. E soube que ela trazia as galochas de Punta del Este. Comprei minha primeira galocha lá: amarela ouro. Saí feliz da vida. Fiquei lembrando desse episódio ao folhear as revistas de moda deste mês e ver como as galochas se popularizaram. Não sei quanto a você, mas eu adoro o encanto das coisas que ainda não aconteceram de fato, sabe assim? Tipo essa história de sair em busca de uma galocha encantada.
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Claro, é ótimo que existam hoje mil galochas, de mil cores, tamanhos e formatos. Mas quer saber? Eu perdi um pouco o encanto – o que não quer dizer que vá abrir mão de proteger meus pezinhos da água. Essas são as duas novidades que conheci agora e que me fizeram ficar viajando nesse post: galocha Melissa Having e galocha Crocs.
(fotos divulgação)

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Mari Kalil

Mari Kalil

Sou escritora, jornalista, colunista da Band TV e Band News FM e autora dos livros "Peregrina de araque", "Vida peregrina" e "Tudo tem uma primeira vez". Sou gaúcha, nasci em Porto Alegre, vivo em Porto Alegre, mas com os olhos voltados para o mundo. Já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Barcelona. Já fui repórter, editora, colunista. Trabalhei nos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil; nas revistas Época e IstoÉ e fui correspondente da BBC na Espanha, onde cursei pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona. O blog Mari Kalil Por Aí é direcionado a todas as mulheres que, como eu, querem descomplicar a vida e ficar por dentro de tudo aquilo que possa trazer bem-estar, felicidade e paz interior. É para se divertir, para entender de moda, de beleza, para conhecer lugares, deliciar-se com boa gastronomia, mas, acima de tudo, para valorizar as pequenas grandes coisas que estão disponíveis ao redor: as coisas simples e boas.

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