A vida com galochas


Lembro bem da época do comecinho do surgimento das galochas. Não havia em Porto Alegre, e eu andava surtada atrás de uma. Não poderia haver melhor invenção do que enfiar o pé naquela bota plástica e sair pisando em poças d’água ao bel prazer. Até porque já chega o guarda-chuva voando, o cabelo descabelando, a bolsa caindo do braço e aquela chuva de lado molhando a gente. Pelo menos os pés estariam beeeem protegidos. Mas cadê de achar uma galocha?
***
Encontrei sabe onde? Em uma lojinha escondidinha ali na Florêncio Ygartua chamada Clarissa Rangel. E soube que ela trazia as galochas de Punta del Este. Comprei minha primeira galocha lá: amarela ouro. Saí feliz da vida. Fiquei lembrando desse episódio ao folhear as revistas de moda deste mês e ver como as galochas se popularizaram. Não sei quanto a você, mas eu adoro o encanto das coisas que ainda não aconteceram de fato, sabe assim? Tipo essa história de sair em busca de uma galocha encantada.
***
Claro, é ótimo que existam hoje mil galochas, de mil cores, tamanhos e formatos. Mas quer saber? Eu perdi um pouco o encanto – o que não quer dizer que vá abrir mão de proteger meus pezinhos da água. Essas são as duas novidades que conheci agora e que me fizeram ficar viajando nesse post: galocha Melissa Having e galocha Crocs.
(fotos divulgação)

Compartilhar
Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

Sem comentários ainda.

Comentar

Seu endereço de email não será publicado

Utilize as tags HTML : <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Facebook

Instagram
  • Né?! 🤣
E toca o barco, como dizia meu amigo @boechatreal ♥️
  • Repost @vitalvetpoa “Desejamos que todos os nossos amigos e clientes tenham uma segunda-feira igual à do Bento: agarradinho na sua almofada enquanto curte sua sessão de acupuntura naquela sonequinha gostosa com a língua de fora”. Meu agradecimento eterno. Quem ama cuida. 🐶♥️
  • Que o vento leve o necessário e nos traga o suficiente. ♥️🐶🙌🏻 #bento #xerife #companheirodejornada
  • Figos de Elsa! 👌🏻
• Seleciona lindos figos
• Corta a tampa rente ao talo
• Retira um pouco da polpa, coloca em um pratinho fundo, acrescenta queijo gorgonzola, amassa e mistura bem os dois
• Retorna com esse recheio para dentro do figo
• Pouco antes de servir, leva ao forno para gratinar rapidinho
• Na hora de levar à mesa, escolhe um prato bonito, faz algumas ranhuras com mel, polvilha flor de sal e voilà! Bon appétit! #entradinhadofindi #dicadamari #coisasdeelsa
  • Patricia foi minha boxer dos cinco meses de vida aos 12 anos de idade. Ganhei a Patricia de presente e fiquei muito incomodada. Cachorros têm sentimento, coração, pulmão. Cachorros não são vasos, lustres, sabonetes. Cachorros não são presentes que devemos ganhar sem o nosso consentimento. E a Patricia entrou na minha vida sem o meu consentimento. Eu não estava disponível para cuidar da Patricia naquele momento, eu estava com passagem comprada para São Paulo, contratada para um novo emprego, para um outro estilo de vida que exigia demais da minha capacidade profissional. Então, curti a Patricia por alguns meses, mas precisei ir embora. Durante anos, ela viveu na casa dos meus pais, e eu pedia notícias diárias por telefone. Voltava a Porto Alegre sempre que podia para que ela soubesse que meu comportamento não significava abandono, apenas nos encontramos em circunstâncias desfavoráveis. Pra mim; pra ti; pra nós duas, Patricia. Quando regressei definitivamente a Porto Alegre, Patricia havia acabado de completar 12 anos de idade. Ela sabia desde sempre, por mais de uma década, que pertencia a mim, e eu a ela. Aproveitamos nosso último ano com passeios em ritmo lento, com suas bochechas esbranquiçadas, com a fidelidade rara que só os animais conhecem. Ela partiu pouco tempo depois. Comemos um cheeseburger juntas no nosso último dia sentadas na grama do parque - e o bafo do queijo com mollho de catchup com maionese naquele pão ela sopra de quando em vez no meu nariz, durante a madrugada. Patricia desapareceu dos meus olhos, mas segue onipresente em cada minuto da minha vida. E eu tenho certeza que quando for a minha hora de cruzar a porta que leva para o outro lado da vida, ela estará lá, abanando o rabo e com o focinho rosinha para me buscar. #tbt. Porto Alegre, março de 1999
  • Minha irmã que criou. Minha irmã que me deu. Chato ter uma irmã assim, vai dizer?! 😜#convexoshoes #lojaconvexo #convexopoa #slipon #trendalert #animalprint