A vida e suas compensações

Ontem, terça-feira, 7 de junho, eu passei DOZE HORAS na frente do computador. À noite, meus olhos lacrimejavam, minha cabeça doía, meu corpo pedia por clemência. Cheguei em casa, abri a geladeira e vi que não tinha pensado em nada para jantar. Não tinha almoçado e estava prestes a ficar sem jantar.

– Isso não é justo comigo – pensei.

Então, resolvi tirar da gaveta o i-menu delivery, abri uma garrafa de vinho daqueles ainda que trouxe de Aceguá (estão vendo o investimento que é dar um pulinho a Aceguá?), servi uma taça e fiquei folheando aquele menu com o prazer de quem tem dezenas de restaurantes e cardápios à disposição. Lembrei da nota que havia acabado de escrever para a coluna de domingo do Donna sobre a moda do arroz na culinária e resolvi que iria jantar risoto. Um risoto do Tutto Riso. Touché!

***

Nas duas ocasiões em que estive no Tutto Riso, pedi o mesmo prato: Risoto Quatrino (quatrino porque é preparado com quatro tipos de funghi). Estava prestes a encomendar o mesmo prato pela terceira vez, mas achei ignorância demais. Optei pelo Gauchinho, com carne seca desfiada, rúcula e açafrão. Tirando os 90 minutos que demorou para chegar a entrega (alô, i-menu delivery!!!), estava uma delícia e bem quentinho, nem precisou aquecer. Com parmesão por cima, então, ficou encantador.

***

Me senti duplamente recompensada. Primeiro, por ter me proporcionado o devido merecimento após ter trabalhado 12 horas ininterruptas. E depois porque só com um belo jantar para esquecer… QUE RESOLVERAM TRANSMITIR JOGO DA SELEÇÃO CONTRA A ROMÊNIA NO DIA DE TAPAS & BEIJOS!!!!

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Toda semana acontece a mesma coisa. Lá por quarta ou quinta-feira, começo a planejar com detalhes a agenda de sábado. Eu amo sábado. Sábado é dia de fazer tudo aquilo que não deu tempo durante a semana. Sábado é dia de não acordar tão cedo, mas também é dia de arranjar tempo para tudo. É dia de ir ao salão, de fazer a mão, alguma hidratação no cabelo. É dia de ir à floricultura, na feirinha de orgânicos da Redenção, de pegar um sol, de ler os jornais sem pressa, de tomar chimarrão… É dia de almoçar tarde, mas para almoçar tarde é preciso tomar café cedo. E como sábado é dia de dormir até um pouco mais, o negócio é pular o café tradicional para almoçar na casa da mãe, ou da sogra, ou ir até o Gambrinus comer um linguado grelhado com caipirinha de limão. Todo sábado de manhã é a mesma coisa: eu me pego estaqueada no meio da sala sem saber pra que lado eu vou. 
Bentolino também.
Feliz sábado de sol pra nós! 🌞❤️🐶