Antídoto contra a burrice

Eu tenho um estado de fadiga constante do meio do dia para o fim. Não sei o que se passa. Minha bateria acorda carregadíssima e bem cedo: 6h30min da manhã. A partir daí, tudo pode acontecer após o café e o passeio sagrado com o Bento. Ou vou direto trabalhar no computador, ou tenho alguma reunião, ou faço ioga, ou corro na esteira, ou rego as plantas, ou leio todos os jornais que assino na internet ou, ou, ou… A manhã para a Mariana é um mundo infinito de possibilidades.

Também é a hora do dia em que estou mais esperta e inteligente (sim, à noite fico burra). É a hora do dia para escrever. Se tenho algum texto longo para fazer, tenho que correr para aproveitar a manhã. Quando soam as badaladas do meio-dia, começa a contagem regressiva para a minha burrice. É sério! Fico nervosa mesmo, tipo: “Meu Deus, são 11h e eu não saí do segundo parágrafo, vou ficar burra, vou ficar burra, vou ficar burra…”. Parece Cinderela às avessas. À meia-noite, a Cinderela perde sua magia; ao mei0-dia a Mariana começa a ficar burra.

Na última segunda-feira, durante meu café da manhã com mamão e linhaça dourada (sim, eu viajo e levo na mala inhaça dourada de tão viciada que sou), abri a lata onde guardo a linhaça triturada e vi que tinha acabado. Quase tive um ataque. Mexe daqui, abre gaveta dali, descobri essa embalagem que havia comprado e esquecido: farinha de linhaça dourada Carta Verde com açaí, guaraná e banana. Era o que a casa tinha para me oferecer – e experimentei. E olha, menina… Adorei.

Além do gostinho ótimo, o mix açaí + banana + guaraná fez um efeito… Cadê a fadiga? Cadê a burrice? Sério. Não fiquei mais burra, não fiquei cansada, cheguei em casa todos os dias à noite e ainda podia me arrumar e ir para uma festa se quisesse. Minha irmã, viciadinha em cápsulas de guaraná, disse que é o efeito do guaraná. Eu não sei, pode ser. Mas já tomei guaraná e não me fez bem, me acelerou o coração, me senti estranha. E agora não.

Faltariam neste momento 15 minutos para eu começar a ficar burra. Mas já estou imune. Pode correr, reloginho. Já nem ligo mais pra ti.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  1. Olá, Adoro as tuas dicas! E onde posso encontrar os produtos Carta Verde? Sou de São Leopoldo/RS, com disponibilidade para Poa e NH! Obrigada. Raquel

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  3. Olá, Raquel. Obrigada pela leitura. Em Porto Alegre, a loja MUndo Verde, ali do Moinhos Shopping tem pra vender. Há um restaurante na Hilário Ribeiro, em frente ao Press Café, acho que se chama Todo Saúde, que também tem. Enviei tua solicitação para o email de contato da empresa. Vamos ver o que me respondem. Att. Mariana Kalil

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  5. Teu blog tá uma delícia de ler, Mariana! Me identifico em várias situações, como esta. Sou também uma espécie de Cinderela até Meio-Dia e Gata Borralheira depois da badalada das 12am! E claro que vou correndo procurar ali no Moinhos (pelo que sei vai abrir um Mundo Verde ali na Encol! #FicaDica) comprar a poderosa linhaça! Beijo e bacanitudes pra ti e pro Bento!

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10.09.1933 - 19.02.2019 🖤
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•”Meu maior luxo é não precisar me justificar para nenhuma pessoa.”
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•”As melhores coisas que fiz na minha vida, as vi nos meus sonhos. É por isso que tenho um caderno de rascunhos na minha cama.”
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•”Coco Chanel jamais teria feito o que eu fiz. Ela teria odiado.”
•”Sou uma pessoa da moda e a moda não é somente sobre roupas. É sobre todos os tipos de mudança.”
•”Eu amo estar de passagem. Nasci em um porto, em Hamburgo. Então minha mãe disse: ‘É a porta do mundo, mas não é mais do que a porta. Portanto, já pra fora!’”.
#ripkarllagerfeld
  • - Dinda, entra no mar comigo?
- A dinda não gosta de mar gelado.
- Eu queria mergulhar com a dinda.
- Então a dinda vai te dar a maior prova de amor do mundo. E tu vai lembrar pra sempre, promete?
- Prometo, dinda.
E assim foi, e a lembrança eterna será de nós dois. #joaobenicio #amordadinda
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  • Leva um tempo até a gente perceber que por trás da figura de mãe existe também uma mulher como nós. Com gostos, desejos, anseios, vontades, expectativas, decepções. Não dizem que são nas viagens que a gente conhece profundamente a essência dos amores e amigos? Pois viagens também contribuem para aproximar mães e filhas no papel de duas mulheres adultas e companheiras. Em nossas viagens, mãe e eu convivemos com nossas imperfeições e fizemos mútuas descobertas – das profundas às mais comezinhas. Ela bebe pouca água; eu vivo com uma garrafa na mão. Ela critica a minha garrafa; eu critico a falta de água no organismo dela. Ela já planeja a Páscoa do ano que vem; eu ainda nem cheguei no próximo Natal. Ela não compreende a minha falta de planos; eu não entendo a ansiedade dela. Ela pensa em voz alta; eu reflito em silêncio. Ela diz pra eu falar alguma coisa; eu suplico que ela cale a boca por cinco minutos. Ela prefere o sol do meio-dia; eu prefiro o ar-condicionado. Ela diz que estou branca feito um bicho da goiaba; eu respondo que ela está laranja feito um nacho de Doritos. Agora estamos de novo aqui, juntas, em viagem, sentadas na grama da praça de José Ignacio. Que bom, né, mãe? Que bom que a vida nos concedeu este prazo para descobrir ainda a tempo o privilégio de passearmos juntas por aí e explorar como adultas esta delicada amizade — e o que existe de melhor em cada uma de nós. ♥️ #amordemãe #amordefilha #viajecomsuamãe
  • Né?! 👌🏻