Como fazer seu querido amigo cão parar de puxar a guia durante o passeio!

Não é raro observar nas ruas aquela cena clássica do cão que “leva” o dono para passear, tamanha a frequência e força com que puxa a guia. É comum que donos de pets reclamem que seus cães puxam demais quando saem às ruas, mas o que eles não sabem é que é possível contornar essa questão, por meio do exercício do controle.

– Antes de mais nada, é fundamental que o dono mostre ao cão quem é o líder, quem está no comando. O dono que leva o cão para passear deve conduzir o trajeto, não o contrário – explica Cleber Santos, adestrador e especialista em comportamento animal da ComportPet.

Segundo ele, o momento do passeio deve ser prazeroso tanto para o pet quanto para o dono.

– Geralmente, se o cão começa a puxar a guia, o passeio torna-se desagradável para ambos, pois o dono acaba aplicando uma força exagerada para manter o controle sobre o cachorro, e o animal, por sua vez, se cansa com mais facilidade, ficando ofegante rapidamente.

importance-of-no-pull-dog-harnesses-and-no-pull-dog-collarsMOSTRE QUEM MANDA: NÃO É ELE QUE DEVE GANHAR ESTE CABO DE FORÇA

Espia as dicas do especialista sobre o que fazer para evitar que o cão puxe com frequência.

Escolher bem a coleira
Existem vários modelos de coleira disponíveis, e, de acordo com Cleber, nem todos são adequados para todos os cães. “A coleira mais tradicional é a de pescoço, para a qual não costuma haver restrição de porte e raça. No entanto, é preciso tomar cuidado ao colocá-la para que não enforque o animal, e ao mesmo tempo não fique folgada o suficiente que o cão possa escapar”, explica.

119878013_1ggPEITORAL: INDICADO PARA CÃES DE PEQUENO PORTE

Outro tipo de coleira é a peitoral e, segundo o especialista, ela não é indicada para cães que tendem a puxar o dono. “Nessa coleira, não há nenhum controle sobre a cabeça do animal e isso facilita que ele puxe mais ainda o dono. Em geral, são mais indicadas para cães de pequeno porte, que não têm a força física suficiente para deslocar o dono”, explica.

petrede-coleiraENFORCADOR: CUIDADO E CRITÉRIO AO USAR

Segundo ele, há ainda o enforcador, também chamada de coleira de obediência. “Pode ser uma opção para os cães de grande porte que puxam, pois uma vez que a coleira é tensionada causa um desconforto no animal, sem machucá-lo. No entanto, ele alerta que é preciso usá-la com cuidado e critério, para não haver risco de causar lesão. “Não sou a favor de seu uso constante. Ela só deve ser usada temporariamente e apenas com o acompanhamento de um especialista em comportamento animal”.

Mudar de direção
O dono deve caminhar normalmente, incentivando o cão a passear ao seu lado. Se o pet acompanhar a caminhada sem puxar a guia, o tutor segue andando normalmente, recompensando-o com carinho ou petiscos durante o passeio. Se o cão começar a puxar a guia, o condutor deve mudar de direção imediatamente, fazendo uma volta de 180 graus no sentido oposto. “Essa mudança impedirá que o cão chegue aonde deseja, consequentemente evitando que arraste o dono pela guia. Com o tempo, o animal vai aprender que, a cada vez que ele puxa a guia, o passeio muda de direção”.

luma_costaELE PUXOU? PARE DE CAMINHAR OU MUDE DE DIREÇÃO

Parar de caminhar (“Seja uma árvore”)
A cada vez que o cachorro puxar, o dono deve parar de caminhar e ficar parado (“ser uma árvore”). “Não importa o quão forte o cão puxe, não deixe que ele siga na direção que quer. “Se o cachorro puxar e o tutor segui-lo, ele aprenderá que puxar é uma maneira eficaz de ir a algum lugar, e passará a se sentir o líder”.

Usar o método da guia solta
A cada vez que o cão puxar, o dono deve parar de andar, aguardar a guia ficar folgada novamente e dar uma recompensa. “O importante é não puxar a guia de volta, o que é a resposta natural”, comenta o especialista. Segundo ele, uma guia de 1,5 m de comprimento já é suficiente para esse treinamento. O tutor deve soltar a guia de forma que o cão possa caminhar a cerca de um metro de distância, recompensando-o com um carinho ou um petisco a cada vez que a guia ficar solta.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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