Atendimento nota 10, comida deliciosa e preço justo. Bem-vinda ao Komka!

Tempos de crise fazem a gente segurar o orçamento. Aquele “oba, oba” de sair para almoçar e jantar fora a toda hora está menos festivo. A queda do movimento é visível aos olhos e admitida pelos próprios proprietários de bares e restaurantes. Mas o que explica, então, o entra-e-sai incessante de uma das churrascarias mais tradicionais de Porto Alegre? O que explica a fila de espera sábado à noite na frente do Komka? Simples: ambiente familiar, atendimento nota 10, comidinha boa e honesta e preço justo.

Aceita sugestões? Então, peça uma das cervejas uruguaias geladíssimas que a casa oferece. Elas vêm servidas em um balde com gelo para manter a temperatura ideal. Para beliscar, uma das dicas é a polentinha bem croc croc, croc (coloque queijo ralado por cima!). O galeto do Komka é um dos carro chefes da casa, assim como o xixo misto. Vá sem medo – e peça de acompanhamento uma deliciosa salada de maionese e folhas verdes. Se gosta de radicci, saiba que ele vem com bacon quentinho e crocante. Show!

xixo-misto_25XIXO MISTO E A POLENTINHA DE ACOMPANHAMENTO: CARROS CHEFE

Dizer que a Churrascaria e Galeteria Komka é uma extensão da casa do cliente não é nenhum exagero. E também não é por acaso. Para o patriarca Eduardo Komka – que construiu o prédio onde o restaurante funciona até hoje – estava claro que, além da boa comida e preço justo, um outro ingrediente era fundamental para o sucesso do negócio: a simplicidade. Simplicidade que se traduz em acolhimento, familiaridade. Algo como deixar que o cliente sinta-se em casa, de verdade.

Komka-700x400O SALÃO PRINCIPAL DO KOMKA
Azulejos nas paredes dão um charme especial

Foi nesse ambiente familiar que o atual proprietário, Deco, cresceu vendo seu pai e sua mãe, Dona Theresinha – braço direito e presença marcante no empreendimento – , administrando o negócio de uma forma muito particular. E que deu certo, afinal o Komka figura entre os restaurantes mais antigos da cidade, sempre mantendo sua tradicional qualidade e investindo no bem-estar da clientela.

komka10DOCE ESPERA
Nos dias de temperaturas amenas, a espera prolonga-se nas mesinhas na calçada

Mais de quatro décadas depois, é com a mesma filosofia paterna que Deco afirma: “Conhecemos a maioria dos clientes; de vez em quando vemos alguém diferente, todos muito bem-vindos. São os amigos dos nossos amigos”. Não é exagero afirmar, também, que no Komka a simplicidade se transformou em fidelidade. Eu amo de paixão!

Churrascaria Komka
Avenida Bahia, 1275. Esquina com Avenida Viena.
Bairro São Geraldo, Porto Alegre.
Tel. (51) 3222-1881

De segunda a sábado, das 11h30min às 14h30min e das 19h às 23h.
Fechada aos domingos.
www.komka.com.br

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?