Aula de empreendedorismo com Sandra Boccia, diretora da Pequenas Empresas & Grandes Negócios

O mundo é polifônico. Com esta premissa, o Maratona MUDE, evento que discutiu design, moda e criatividade no BarraShoppingSul no último final de semana, contou com a presença de profissionais que são referência em suas áreas para troca de conhecimento. Entre os bate-papos, a diretora da marca Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Sandra Boccia, entusiasmou os participantes com uma palestra que se resume em uma palavra: MOTIVAÇÃO. O tema do encontro é o chão da palestrante: empreendedorismo no Brasil, com dicas para quem está começando até o posicionamento das mulheres nos negócios.

Autodeclarada feminista, Sandra estuda gênero e se debruça sobre o empreendedorismo feminino. O quadro apresentado por ela a partir de pesquisas de campo e estudos em livros não são os mais satisfatórios. Apesar das mulheres terem coragem de abrir seu próprio negócio – hoje são 7 milhões de empreendedoras no Brasil -, são poucas as que estão lucrando com isso, diferentemente do que acontece com os homens.

sandra1SANDRA BOCCIA NO PALCO DA MARATONA MUDE: LIÇÕES DE EMPREENDEDORISMO

A pesquisa da Rede Mulher Empreendedora, apresentada por ela, também mostra que das 1,4 mil entrevistadas 40% investem dinheiro do seu próprio bolso para abrir um negócio (salário ou rescisão). O caminho correto seria buscar o “investimento anjo”, que nada mais é do que empresários, executivos e profissionais liberais que agregam valor para o empreendedor que está começando, mas apenas 6% das mulheres têm acesso a ele.

+LU BEMFICA: A difícil (e corajosa) decisão de mudar de área ou de profissão

As mulheres são motivadas a abrir seu próprio negócio muitas vezes porque buscam flexibilidade e liberdade, além da possibilidade de conciliar melhor a vida familiar com a profissional.

– Tem a ver também com as mulheres dentro das empresas sofrendo uma pressão forte, principalmente dos 25 aos 35 anos, para tomar a decisão de ter filho ou não. A maioria das empresas não têm política para reter talentos, e o ambiente muitas vezes hostil e machista que ela vive no dia a dia contribui para a decisão de sair. As mulheres no Brasil ganham de 25% a 30% menos que os homens. Então, ela olha para o colega que faz as mesmas coisas e se vê ganhando menos e com o filho em casa. Não tem como manter-se incentivada. É aí que ela migra para o empreendedorismo – observa Sandra.

sandra3EXEMPLOS DE EMPREENDEDORAS NA CAPA DA REVISTA: ELAS SÃO CADA VEZ EM MAIOR NÚMERO

Mulheres estão mais preparadas do que os homens quando avaliados os anos dedicados ao estudo, porém essa realidade não é refletida quando as mesmas encontram dificuldades de vencer barreiras para atingir um cargo de gestão que são predominantemente ocupados por eles.

Estimulando a iniciativa dos ouvintes durante a apresentação na Maratona MUDE, Sandra citou a frase de Louis Pasteur, que derruba o mito do sucesso sem esforço: “A sorte favorece a mente bem preparada”.

Listamos o que aprendemos com ela. Vem ver!

Quer empreender?
1) Tenha boas ideias e as coloque em prática.
2) Corra riscos! Saia da zona de conforto.
3) Crie negócios que causem impacto.
4) Grupos de apoio e networking para mulheres: 10.000 Women Goldman Sachs, Winning Women EY, Consulado da Mulher, ONU Mulheres, Lean In Empreendedorismo Rosa, Grandes Mulheres/PEGN + Facebook, Mulheres do Brasil, Women’s Forum.
5) Contate outros empreendedores para se inspirar;
6) Pense no impacto que você vai trazer para o meio ambiente, para as pessoas ao seu redor, nas finanças. As pessoas mais satisfeitas são aquelas que reconhecem que estão fazendo algo de muito bacana não só para si mesmas, mas para o outro.

+TURMA DA MARI: Empreendedoras digitais dão dicas para quem sonha com seu próprio negócio

Dificuldades das mulheres que querem empreender
1) Costumam ser conservadoras e menos inovadoras.
2) Têm medo de correr riscos e abrem negócios de menor porte.
3) Fazem investimento pessoal.
4) Recebem mais nãos ao apresentar propostas.
5) Cuidados com as parcerias: amizades, namoros e casamentos acabam e podem colocar um fim no negócio.
6) Não ganham tanto dinheiro quanto os homens ao empreender.
7) Não entendem sobre finanças e não contratam alguém que entenda.

*Fran Brites, especial para o site MK

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?