Carlos Ferreirinha: “Pós luxo é uma invenção de marketing e um conceito que me incomoda”

Marcas pessoais humanizadas e admiráveis têm uma característica em comum: a generosidade. Por mais sucesso que tenham, consequência de muito trabalho, foco e paixão pela atividade que escolheram, são pessoas que mesmo com a agenda lotada de compromissos conseguem tempo para conectarem-se com outras pessoas.

Carlos Ferreirinha é referência na América Latina quando o assunto é luxo. Ele é a alma da MCF Consultoria, especializada na gestão do luxo, e sócio da Bento Store, empresa voltada ao mobile food que reinventou o conceito de marmitas, Como ele mesmo diz, a oportunidade profissional que teve como Executivo da EDS – Electronic Data System por 8 anos e outros 7 como Executivo da Louis Vuitton – foi presidente da LVMH no Brasil e diretor da Divisão de Moda para a América Latina – foram decisivos em sua carreira e abriram as portas para que ele se tornasse um profissional único no mercado.

Ferreirinha provou o quanto a força de trabalho é um dos seus pontos fortes. Há quase um mês vínhamos a negociar a entrevista que começou pontualmente às 8h30 de uma quarta-feira. Pontualidade e gentileza também são características de marcas pessoais desejáveis.

ferreirinhaCARLOS FERREIRINHA: LUXO E GENEROSIDADE COMO MARCA REGISTRADA

Personal Branding
O consultor e empresário nunca desenvolveu o personal branding de forma consciente. Seu excelente posicionamento como marca pessoal em nível mundial firmou-se ao longo da sua trajetória. “Percebi a necessidade de estar posicionado a oferecer o meu diferencial, pautado pelo meu conhecimento e por histórias reais.”, diz.

Há quatro anos, por meio de um trabalho que iniciou com a Boutique dos Relógios, de Portugal, que Ferreirinha atravessou o Atlântico e firmou sua marca também no continente europeu. Hoje faz parte do grupo de profissionais em formações ligadas ao luxo e ao turismo de luxo em Portugal.

Ciente da diferença que faz em termos de competitividade, Ferreirinha define-se como um consultor de gestão aplicada. “Não sou um consultor acadêmico, teórico. Ofereço a expertise, o conhecimento prático e a pluralidade da minha experiência de mercado. Isso me torna único”.

Gucci Hosts Resort 2018 Show in FlorenceGUCCI, COLEÇÃO RESORT 2018: MARCA DE LUXO QUE SOUBE SE REINVENTAR

E o chamado pós luxo?
“Este é um conceito que me deixa incomodado”, diz. Isso porque, para ele, é mais um conceito inventado pelo marketing para definir o que não é luxo. Anos de experiência traduzem o cuidado no posicionamento pessoal com as palavras. Ao definir, a meu pedido, o conceito de luxo, fala como alma da MCF e não como Carlos: “Luxo é o patamar máximo da excelência. É o estado da arte do que é feito com diferenciação e apuro”.

Sobre a perspectiva do mercado do luxo no Brasil em 2018, Ferreirinha é otimista: “A situação foi complicada nos últimos dois anos, mas acredito que o próximo ano comece a apresentar sinais de melhora.” Ele exemplifica que Louis Vuitton, Bottega Veneta e Gucci apresentaram resultados positivos neste ano, consequência dos valores como resiliência e reinvenção que as marcas tradicionais têm.

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Luciane Bemfica

Luciane Bemfica

Luciane Bemfica é jornalista no mundo corporativo que foi escolhida pela profissão. Em 2015 decidiu fazer MBA em Negócios Digitais para arejar as ideias. Foi aí que descobriu sua paixão pelo branding pessoal. Fez cursos e criou um site para ensinar que o nome e a imagem são o patrimônio mais valioso de qualquer profissional - estagiário, tia do café, chefe, dono de empresa ou do seu próprio nariz. É a número três de quatro irmãs, e a dinda da Vic e da Manu.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?