Cinco feras do esporte pra ficar de olho (e se inspirar!) na Rio 2016

A primeira segunda-feira em clima de Rio 2016 só pode começar de uma forma: com inspiração para impulsionar a prática da atividade física, do esporte, enfim, para inspirar aquele objetivo que, vira e mexe, acaba ficando no papel. Para isso, reunimos histórias de vida de mulheres que já começam a deixar seu legado nessas Olimpíadas – e também daquelas que ainda prometem dar o que falar nas próximas duas semanas de jogos.

MARTA1MARTA VIEIRA DA SILVA, FUTEBOL FEMININO

Provavelmente você já a viu em campo – e se não for gabar demais, levando a melhor. Que ela já chegou ao pódio não é novidade, mas, como boa parte dos atletas brasileiros, seu primeiro campo não foi “padrão FIFA” e seus companheiros eram meninos da vizinhança. Depois de passar por uma infância humilde e vencer preconceitos por ser mulher e bater um bolão, ela acostumou-se a quebrar paradigmas. Entre eles superar Pelé em 2015, sendo a maior artilheira da história da seleção. Além disso, foi a primeira mulher a gravar seu nome na Calçada da Fama do Maracanã.

noticia_normal_recorte1MARTA NA VITÓRIA CONTRA A SUÉCIA NA RIO 2016: ELEITA A MELHOR EM CAMPO

Em 2009, a Revista Época a incluiu como um dos 100 brasileiros mais influentes do ano. De 2006 a 2010, foi eleita a melhor jogadora de futebol do mundo pela FIFA. É camisa 10 e líder do time feminino de futebol do Brasil. Ganhou medalha de prata nos jogos olímpicos de Atenas 2004 (sua primeira competição olímpica aos 18 anos) e de Pequim 2008, tem dois títulos do Pan-Americano, em 2003 e 2007, atuou em quatro Copas do Mundo e foi vice-campeã em 2007.

serena-williams-2SERENA WILLIAMS, TÊNIS

Para quem acha que ser atleta é o oposto de ser fashion, aqui está a tenista norte-americana Serena Williams, que já começou com vitória na Rio 2016. Além de colecionar ouros olímpicos com a irmã Venus (são três!)  e ter um individual, ela participou do clipe da musica Sorry, de Beyoncé, e vem fazendo fama também no mundo da moda.

Superou uma série de obstáculos até chegar ao topo do tênis mundial. Ouviu muitos insultos racistas, como no torneio de Indian Wells, de 2001, quando ela e a irmã Venus jogariam a semifinal. Já estampou a capa da Vogue, tornou-se a queridinha da apresentadora Oprah Winfrey e tem uma linha de joias com Joy Mangano – a mulher que inspirou o filme Joy, o Nome do Sucesso.

Ser fã de carteirinha dela é fácil, ainda mais quando se tem a oportunidade de vê-la treinando ao vivo, como a Maíra Franz, amiga da Turma da Mari, que só atribui elogios a Serena: “Simpática, alto astral, divertida, atenciosa com as crianças, focada. Literalmente ela dá show”.

hosszu3KATINKA HOSSZU, NATAÇÃO

A húngara Katinka Hosszu começou a Olimpíada batendo recorde mundial nos 400 metros Medley. Não foi só isso que chamou a atenção do público que vibrou com a vitória, mas também a empolgação e o show de emoção do seu marido e treinador Shane Tusup.

olympics-rio-swimming-w-400mmedleySHANE TUSUP, O MARIDO E TREINADOR: EUFORIA E LÁGRIMAS

Apesar de já ter conquistado medalhas mundiais, esta é a sua primeira vez em uma competição olímpica. É lindo de ver Katinka competir – e ela ainda tem uma semana inteira pela frente. #praficardeolho

Olympics-United-States-Allyson-Felix-PI-JE.vresize.1200.675.high.95ALYSSON FELIX, VELOCISTA

Velocista de 100, 200 e 400 metros rasos, a norte-americana Allyson Felix já conquistou três medalhas de ouro, sendo a mulher que mais venceu na modalidade em Olimpíadas. Em 2015, ela surpreendeu ao tornar-se a primeira atleta a ganhar em duas provas em um mesmo campeonato mundial, além de alcançar o feito batendo recordes.

Como integrante do Projeto Acredite, da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, ela se submete regularmente por conta própria a testes anti-doping, para assegurar que seu organismo é livre de drogas de aumento de performance atlética. Show de talento para a gente admirar quando as provas de atletismo começarem.

simone bilesSIMONE BILES, GINÁSTICA ARTÍSTICA

Foi apontada pela ex-ginasta romena Nadia Comaneci como o grande nome da ginástica nesta Rio 2016. “Ela vai surpreender”, avisou Nadia, considerada a maior atleta do século 20. Tinha razão. Simone Beils fez a estreia no primeiro domingo de jogos absolutamente perfeita em todas as aparições. É vencedora de 14 medalhas em campeonatos mundiais, sendo 10 delas de ouro. Trata-se da ginasta mais condecorada na história do seu país em mundiais.

* Texto escrito pela jornalista Francielly Brites para o site MK.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Sou escritora, jornalista, colunista da Band TV e Band News FM e autora dos livros "Peregrina de araque", "Vida peregrina" e "Tudo tem uma primeira vez". Sou gaúcha, nasci em Porto Alegre, vivo em Porto Alegre, mas com os olhos voltados para o mundo. Já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Barcelona. Já fui repórter, editora, colunista. Trabalhei nos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil; nas revistas Época e IstoÉ e fui correspondente da BBC na Espanha, onde cursei pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona. O blog Mari Kalil Por Aí é direcionado a todas as mulheres que, como eu, querem descomplicar a vida e ficar por dentro de tudo aquilo que possa trazer bem-estar, felicidade e paz interior. É para se divertir, para entender de moda, de beleza, para conhecer lugares, deliciar-se com boa gastronomia, mas, acima de tudo, para valorizar as pequenas grandes coisas que estão disponíveis ao redor: as coisas simples e boas.

1 Comentário
  1. Boa, Mari!
    Mas olha, não esqueça de incluir essa senhorinha: Oksana Chusovitina – é a representante das quarentonas nas Olimpíadas! Foi prata em Pequim. Tem 7 Olimpíadas nas costas e custeou através do esporte o tratamento de leucemia do filho. Um espanto. Admirável em todos os sentidos, olha aí:

    https://www.facebook.com/tatianadrucktextos/posts/541362706050896

    Tava aqui relaxada na cama nessa manhã de domingo, admirando músculos, tônus, e vigor físico dos atletas olímpicos, vendo essa turma toda suar e pensando que trabalho duro tem mesmo de ser feito por jovens, que tá tudo certo no seu lugar e tal, quando, de repente, aparece na minha tela uma senhorinha alongando.
    Ela está na arena da ginástica olímpica. Em frente a um aparelho. Não, ela não parece técnica – está fardada com malha típica, cabelo preso e gel com brilho. Não, pela quantidade de rugas ela também não parece atleta. Pela pálpebra caída sobre os olhos ela poderia ser da minha turma de carteado. Sim, tem mais de quarenta. Ela entra no tablado e começa a aquecer. Siiiim, a doida vai competir!
    Quem é ela? Quem é ela? – me pergunto, já calculando se eu ainda teria tempo de integrar a seleção de futebol feminino nos Jogos de 2020, e um espírito jovial me dopando o corpo. Salto da cama com um duplo twist carpado imaginário e me aproximo da tela para ver melhor. A senhorinha vai mesmo competir! Corro até a frente da TV, tropeço na pantufa, e grudo o ouvido no auto-falante. Céus, ela já participou de sete Olimpíadas! Essa senhora vai provar que o tempo não diminui possibilidades, que qualquer um pode ser a Nadia Comãneci que quiser, com a idade que for.
    Pego minha bandeira branca e escrevo seu nome: Oksana Chusovitina – já tenho candidata nesses jogos. Vou torcer para que não entreve os quartos na saída da barra fixa, e, se cair, que não dissolva o fêmur por osteoporose. Precisamos de um exemplar íntegro da classe sênior nas finais, já que o cavaleiro japonês de 75 anos desistiu da Rio 2016 quando seu cavalo teve problemas de saúde. Catarata, parece.
    Levanto os braços e grito ritmado: Oksaaa-na! Oksaaa-na! Sinto aquela pegada de tendinite no manguito rotador do ombro, mas não relaxo. Vamos lá, Oksana me representa. Essa atleta vai provar que o mundo também é nosso. E peraí que vou ali jogar fora meus comprimidos de cálcio e vitamina D.
    Volto num pique para acompanhar seus movimentos na trave e sinto o ronco da asma, mas seguro a onda. Uma borrifada de aerolyn depois e tudo fica ok. Ela está perfeita no seu maiô rosa-bebê. E a franjinha até que lhe cai bem.
    Oksana termina a prova sem maiores traumas e declara na entrevista: NO PÓDIO TODOS SÃO IGUAIS. E promete: se chegar à final arriscará o “Produnova”. Levanto a sobrancelha desconfiada. Corro ao google meio sem fôlego e descubro que se trata do “salto da morte”. O mais perigoso da ginástica. Qualquer mínimo erro pode lesionar o pescoço ou a coluna e levar à morte.
    Esse salto fatal é praticado muito raramente, só em situações de desespero, como a de atletas sem tradição que precisam de exposição midiática para patrocínio. Ou no caso de idosos em sua última Olimpíada. Vale muitos pontos. E o que é a sobrevivência diante dessa chance?
    Respiro fundo. Será? Sinto uma pontada no coração mas contenho, não é hora de infartar. Precisamos chegar à final. Concluo com uma firmeza que já não vejo no meu próprio bíceps: vamos, Oksana. Rumo ao tudo ou nada. Pelo Uzbequistão. Pelo Clube da Terceira Idade. Pela turma do baralho. Vamos! Tamojunto! É Produnova ou morte!!!

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