Dicas preciosas para quem sofre da Síndrome da Segunda-Feira (como eu…)

Eu tenho um problema chamado Síndrome da Segunda-Feira. Não é novidade para ninguém que me acompanha há alguns anos aqui no blog. Já inventei de tudo para tornar esse desespero que eu sinto na segunda-feira um pouco menos avassalador, mas é algo mais forte do que eu. É uma sensação de angústia que começa a tomar conta do meu peito lá pelas 5h da tarde de domingo. Quando a noite de domingo cai, eu estou prestes a me agarrar na gaveta de talheres para cortar os dois pulsos com faca de serrinha. Uma providência imediata eu tomei para tornar essa ansiedade de domingo mais branda: parei de deixar a TV ligada no Faustão e no Fantástico. Mesmo com a TV no mudo, esses dois programas passam longe da minha atual rotina de domingo.

praying-the-rosary-7246211-300x230TEM AJUDADO BASTANTE

Outra providência que tem ajudado bastante é ter baixado o Netflix no iPad. Como não posso obrigar as pessoas que moram comigo (um marido e um cachorro) a gostarem de seriados americanos, acabei optando por assistir a todos que eu tenho direito na minha TV particular. Ontem, por exemplo, vi quatro capítulos seguidos de Orange is the New Black.

orange-is-the-new-black-1OBRIGADA PELA COMPANHIA, PIPE!

Você que me lê também tem um marido e um cachorro que não gostam de seriados americanos? Baixe AGORA o Netflix no seu iPad. Você não tem iPad ou tablet? Compre agora em 50 suaves prestações. Sua vida nunca mais será a mesma. Quando uma temporada de alguma série acabar e você achar que ficou órfã, verá que existem trocentas outras séries que pode ir vendo ao mesmo tempo enquanto a segunda temporada não chega. Ou seja: é um prazer sem fim. Ajuda MUITO a atenuar o drama da noite de domingo.

:A roupa do bom humor
:Mickey melhora o astral!

Como superar a Síndrome da Segunda-Feira é algo que venho estudando nos últimos tempos. Simplesmente pelo fato de que se trata de um sentimento de angústia inútil, uma vez que, enquanto eu viver, sempre haverá uma segunda-feira no meu caminho – e não acho justo comigo sofrer disso uma vez por semana pelo resto dos meus dias. Assim sendo, fui encontrando aqui e ali algumas maneiras de tentar driblar esse horror que e apodera do meu corpo e me deixa, muitas vezes, com vontade de permanecer encerrada dentro do quarto ao primeiro toque do despertador, como se houvesse um monstro de dentes afiados me esperando do lado de fora da porta

image_thumb[2]BOM DIA, MARIANA, A SEGUNDA-FEIRA CHEGOU!

Sei que não sou a única a sofrer da tal síndrome. E justamente por conta disso, resolvi compartilhar algumas dicas que já comecei – e outras ainda quero começar – a colocar em prática a fim de passar a sentir a segunda mais como uma quinta, sabe assim? Lendo estudos sobre o assunto, confirmei que um fator comum em quem sofre dessa síndrome é a angústia e ansiedade presentes ao se aproximar o término do final de semana ou logo na segunda-feira pela manhã. Touché! Era exatamente sobre o que eu estava falando. Coração apertadinho, apertadinho…. Por vezes aparecem até alguns sintomas físicos: dificuldade para acordar cedo, indigestão, dores de cabeça, dores musculares.

:A ioga salva quando a segunda-feira ajuda

Entre alguns aspectos que estão relacionados a essa síndrome está o fato de enfiar o pé na jaca no fim de semana. Por exemplo: é bastante comum quebrarmos os hábitos que mantemos durante a semana. Falo de alimentação regrada, atividade física etc. O que acontece? No final de domingo e na segunda de manhã, bate aquela sensação de culpa, a sensação de um organismo mais debilitado que precisa voltar a correr atrás do prejuízo. Melhor, então, enfiar só meio pé na jaca, vai dizer? Falo com conhecimento de causa: sempre que passo um fim de semana mantendo os hábitos da semana, a segunda-feira torna-se bem menos penosa.

mulher-com-vergonhaO PROBLEMA É CONSEGUIR A FAÇANHA

Outro ponto é o seguinte pensamento: “Vou aproveitar para fazer no final de semana tudo aquilo que não faço durante a semana”. Dessa maneira, me vejo sobrecarregada de compromissos e sem nenhum tempo para tirar só pra mim, para fazer absolutamente nada. Quando fim de semana chega ao fim, tudo o que eu mais quero é que a noite de domingo volte a ser a noite de sexta-feira. Então, fico imaginando que o outro dia será segunda, que eu não parei e vou continuar correndo. E vem o desespero. Dica? Permitir-se desacelerar no fim de semana e tentar dividir os compromissos ao longo da semana.

Há ainda aquele hábito de procrastinar todas aquelas atividades chatas e trabalhosas tanto quanto possível, muitas vezes pensando: “Vou deixar isso para resolver na semana que vem”.

bento1ESSA É ELA ESCRITO

depressaoprofundaSOU EU ESCRITO

Vou empurrando com a barriga, empurrando, empurrando…. Daí chega a segunda-feira e eu lembro de tudo aquilo que empurrei. E tenho vontade de me jogar do décimo sétimo andar de qualquer prédio de cabeça em queda livre. Tenho uma amiga que diz: “Mariana, remédio ruim a gente toma logo, não fica adiando”. E ela tem razão. Tarefas chatas sempre serão chatas, não importa quando serão feitas. Adiá-las só aumenta o sofrimento pois elas ficam martelando dia e noite na cabeça da gente. Quando se posterga para fazer em outro momento, quanto mais aquele momento se aproxima, mais desconforto traz.

depressed-woman-1É HORRÍVEL

Uma das boas dicas que andei lendo é: “Por que não dividir a diversão em pequenas partes durante a semana toda? Marcar para quarta-feira aquele cinema, logo para segunda a happy hour com as amigas, para quinta aquele jantarzinho…”. E sabe que funciona? Andei fazendo isso há duas semanas e senti um alívio maior.

bento1E POR QUE NÃO FAZ ALGUMA COISA HOJE?

depressed-on-bed-1ESTOU TENTANDO

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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