Durmo no sofá, logo preciso de um cobertor com cauda de sereia

Faz dois dias que ando exausta, sem dormir direito. Excesso de informações no meu pobre cérebro. O que acontece, então? Vou para a cama, deito de barriga para cima e faço o que não se faz: fico zapeando no Facebook e no Instagram. Se uma amiga me dissesse que faz isso antes de dormir, eu seria a primeira a condenar. “Tá louca, sua demente! Essa é a última coisa que devemos fazer quando vamos dormir, está cientificamente comprovado”. O problema é que, no meu caso, não. No meu caso, as pesquisas científicas estão erradas. É o tipo de coisa que me relaxa. Então pego no sono.

Só que…. tenho acordado cedo demais. Não ando conseguindo dormir minhas oito horas necessárias de sono. Quando isso acontece, passo o dia com a sensação de que estou meio dopada, em um ritmo mais lento, com a impressão de ter minúsculos grãos de areia arranhando meus pobres olhos que já não são lá essas coisas – e o pior: com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Sabem que gosto tem um cabo de guarda-chuva? Pois o gosto de quando a gente dorme pouco e se sente dopada.

velha-surda-2212201121HEIN?

velha-surda-1SE EU APARECI HOJE AQUI PRA ME QUEIXAR?

Não, não. Eu já vou chegar aonde me propus a chegar quando sentei aqui para escrever. Seguinte: ontem, estava eu dopada no sofá, querendo ir para a cama mas com preguiça de ir para a cama… Aliás, este é outro assunto que quero comentar: por que a gente fica deitada no sofá postergando o momento de ir para a cama, me diz? A pessoa fica ali, com frio, encolhida no sofá, podendo estar feito rainha estirada no seu lençol térmico quentinho em sua cama. E escolhe sofrer porque tem preguiça de levantar e caminhar até a cama. Tem explicação uma coisa dessas?

bento1124ELA FAZ ISSO TODAS AS NOITES

enxaqueca21PIOR É QUE É VERDADE

Fico com frio no sofá, olhando nada na tevê e postergando o momento de ir para a cama. Mas….. E agora cheguei ao objetivo deste post! Mas…. Se eu tivesse um cobertor de cauda de sereia, meus problemas teria acabado!

chocada61HÃ?

mulher-questionando1-202x300-336x499O QUE É UM COBERTOR DE CAUDA DE SEREIA, MARIANA?

Um cobertor de cauda de sereia é um cobertor feito especialmente para quem, como eu, sofre de frio no sofá. É um cobertor que permite que você, querida amiga, fique o tempo que quiser jogada feito um traste no seu sofá, lendo, vendo TV, navegando na internet, fuçando nas redes sociais…. Tudo isso sem nenhum ventinho soprando no seu corpo e muito menos nos seus pezinhos.

Olha!

wool-blended-180-80cm-knitted-font-b-Mermaid-b-font-Tail-font-b-blanket-b-fontMUITO PRAZER, COBERTOR DE CAUDA DE SEREIA

03-por-ai-mulher-gritando514NÃO É SENSACIONAL!??

bento1124ARRANJOU MAIS UM MOTIVO PRA GASTAR

Existem cobertores de cauda de sereia de vários preços – de menos de R$ 100 a quase R$ 500. Todos tem venda pela internet.

Olha!

estyESTE É TODO FEITO DE TRICÔ E ESTÁ À VENDA NA ESTY
Tem de várias cores e tamanhos, desde 0-6 meses até adulto

esty1REPARA SÓ NO TRABALHO ARTESANAL
Por isso mesmo é o mais caro deles. O cobertor para bebê sai por R$ 90; o mais caro deles, para adulto, custa R$ 463

fios-de-malha-sereia-cauda-cobertor-handmade-crochet-sereia-cobertor-crianccedilESTE AQUI ESTÁ À VENDA NO ALIEXPRESS
Segundo descrição do site, é feito de crochê, e as bolinhas na foto são as cores disponíveis. Custa R$ 90 e vem para o Brasil via China. Olha, sinceramente? Eu não acredito que um cobertor todo feito a mão custe R$ 90 – ainda mais se vem para cá via China… Achei bonitinho, delicadinho e tal. Compraria se morasse no Rio de Janeiro, onde até faz um friozinho para crochê. Mas aqui no frios dos Pampas? Nem pensar!

bento1124TEM JANTA?

WOMAN-ANNOYED-facebook-752x3761AI, NÃO ACREDITO

bento1124ESTOU COM DAS FOMES

mulher-blusa-vermelha-nao-quero-ver2NÃO TEM JANTA

bento1124NÃO ACREDITO

mulher-tontaEU SABIA QUE TINHA ESQUECIDO DE UMA COISA

bento1124ESQUECEU DE IR AO SUPER?

mulher-desconfiada1SIM

bento1124QUANDO EU DIGO QUE ELA É UMA INÚTIL, ELA BRIGA COMIGO

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?