É… tenho mania por latas

Essa lata eu amo de paixão. É tão doente a minha paixão que eu comprei essa lata em abril do ano passado, em Amsterdã, e até hoje não consegui comer o que ela traz dentro: Stroopwafles, já ouviu falar? O melhor waffle do mundo, com um recheio puxa-puxa de caramelo que eu sou incapaz de explicar. Quem me apresentou ao stroopwafle foi um colega holandês que tive em Barcelona. Ele levava essas latas para o recreio, e eu devorava uns três, quatro, sem a menor cerimônia (e olha que sou beeeem cerimoniosa). Me prometi que, quando fosse a Holanda, a primeira coisa que faria era me entorpecer de stroopwafles. Foi o que fiz. Passei três dias inteiros comendo stroopwafles e trouxe esta lata comigo. E agora não consigo comer de pena.

Essa lata do Chá Mate Leão faz parte de uma edicão comemorativa de seis latas, cada uma de uma cor diferente, e dentro dela eu guardo farinha de linhaça. Aliás, há horas que quero me dedicar a falar sobre a maravilha da farinha de linhaça.Será
um dos meus próximos posts.

No ano passado, fiz uma viagem de peregrinação religiosa e estive na cidade de Taybeh, na Palestina. Me disseram que o azeite de lá era maravihhoso, e eu trouxe esta lata de dois litros na mala. Óbvio que deixei de comprar algumas outras coisas para conseguir acomodar a lata de dois litros. E óbvio que, a exemplo dos stroopwafles eu AINDA NÃO EXPERIMENTEI O AZEITE, pode?

Outra prova da minha obsessão por azeites e latas de azeite: também trouxe esta da minha peregrinação religiosa (deu pra perceber que não comprei santinhos, só azeites…). E também ainda não experimentei. Aliás, estou me dando conta agora que tenho algum problema quanto a abrir embalagens que trago de viagens…

Sim, outra lata de azeite. Esta é de litros e faz parte da minha listinha básica de compras no freeshop de Aceguá – passeio que eu tanto estimulo nesse blog. Tenho duas dessas na cozinha. Uma vazia; outra quase vazia.

Por fim, meu fanatismo por latas e azeites é tanto que meu azeiteiro é de lata. Sério, fiquei preocupada agora com essa mania por latas e também por azeites….

Compartilhar
Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

Sem comentários ainda.
  1. Mariana minha esposa adora latas, mas também miudezas.
    Por sinal, ela viaja muito, mas só que pela Internet vendo em SITES pelo mundo afora lojas com produtos ditos miudezas.
    Aqui em Porto Alegre é uma dificuldade encontrarmos as ditas miudezas.
    Uma pena.
    Principalmente para as colecionadoras.
    Em especial, a minah esposa.

  2. Mariana minha esposa adora latas, mas também miudezas.
    Por sinal, ela viaja muito, mas só que pela Internet vendo em SITES pelo mundo afora lojas com produtos ditos miudezas.
    Aqui em Porto Alegre é uma dificuldade encontrarmos as ditas miudezas.
    Uma pena.
    Principalmente para as colecionadoras.
    Em especial, a minah esposa.

Comentar

Seu endereço de email não será publicado

Utilize as tags HTML : <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Facebook

Instagram
  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?