Falando outra língua

Não sou chata para comer, mas tem coisas que não como de jeito nenhum. Não digo que não como por birra. Não como porque já fiz a experiência de colocar na boca, mastiguei, mastiguei, mastiguei, mastiguei, mastiguei, mastiguei do lado direito, mastiguei do lado esquerdo, mastiguei…

mulher vomitando… E QUASE FUI ÀS VIAS DE FATO

Fígado, por exemplo. Não me venha com bife de fígado. Também não me venha com rim. Muito menos me venha com rã. E não me venha com língua. Dia desses, meu irmão Conrado e minha cunhada Cintia foram a um restaurante. Ela serviu-se de língua no bufê. Comia feliz da vida até que resolveu comentar com ele.

– Que delícia, né? A língua é qual parte do boi?
– Como assim qual parte do boi?
– Ué, vazio é uma parte, maminha é outra. Qual é a língua?
– A língua é a língua.
– Como assim “a língua é a língua”?
– É a língua!

AngerA LÍNGUA É A LÍNGUA??!!!

lingua_boiESSA LÍNGUA?

vaca-lingua-baba-saliva-pasto-boiOI, CINTIA!!!

Gargalhada Hahaha

Desculpa, cunhada. Mas foi engraçado. E sabe por quê? Porque eu também já caí na mesma cilada de achar que a língua era uma parte do boi. E quando me disseram que a língua era a língua, eu atirei a cadeira pra trás e sai correndo e chorando até o banheiro.

mulher doidissimaAINDA BEM QUE ESTAVA NA CASA DA MÃE

Estou falando de língua porque li que a língua é a estrela da hora.

Feminine-1st-ShamePELAMORDEDEUS

A questão é que a língua bovina está se multiplicando nos cardápios (vide minha cunhada que encontrou ela como opção no bufê). É a tendência do retorno dos miúdos à mesa. Em São Paulo, o chef Julio Raw, do Z-Deli, criou o sanduiche de língua.

Olha!

lingua-sanduiche-zdeli-codo-melettiPARECE MUITO APETITOSO!
(Mas eu não consigo esquecer que é língua!!!!)

Agora, por favor, escutem essa do chef Fábio Koyama, do Minato, em São Paulo.

“Quando o cliente pede uma sugestão, a gente manda língua sem dizer o que é. Ele se esbalda e fica impressionado quando conto o que é”.

assaltoEXPERIMENTA ME APLICAR ESSA, FÁBIO

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Mari Kalil

Mari Kalil

Sou escritora, jornalista, colunista da Band TV e Band News FM e autora dos livros "Peregrina de araque", "Vida peregrina" e "Tudo tem uma primeira vez". Sou gaúcha, nasci em Porto Alegre, vivo em Porto Alegre, mas com os olhos voltados para o mundo. Já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Barcelona. Já fui repórter, editora, colunista. Trabalhei nos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil; nas revistas Época e IstoÉ e fui correspondente da BBC na Espanha, onde cursei pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona. O blog Mari Kalil Por Aí é direcionado a todas as mulheres que, como eu, querem descomplicar a vida e ficar por dentro de tudo aquilo que possa trazer bem-estar, felicidade e paz interior. É para se divertir, para entender de moda, de beleza, para conhecer lugares, deliciar-se com boa gastronomia, mas, acima de tudo, para valorizar as pequenas grandes coisas que estão disponíveis ao redor: as coisas simples e boas.

Sem comentários ainda.
  1. Mari, só tenho uma coisa pra dizer: eu é que não vou aparecer nunquinha nesse Minato!!! kkkk

    Tá, já caí no conto da Lingua, achando que era carne normalzinha, mas fala sério… Miudos nem bem miudinhos e disfarçados eu encaro, na dúvida, como pão purinho, purinho…

    Beijo!

  2. Guriaaaaa!! Amo língua!!!! com um purê de batatas, uma delícia! Confesso que meu prato cheio de língua no restaurante causa um certo desconforto, uma cara do tipo : “como podem comer isso” Mas é deliciosoooooo!!!!!!!!

  3. Marianaaaaaa, rolei de tanto rir, guria!!!! Até meu marido quis saber o que estava acontecendo, porque eu não parava de rir… Língua é algo que não provo nem que a vaca tussa, viu?! Só o molho que a acompanha é que já experimentei e não é de todo ruim, não.
    Beijo.

  4. Ter nojo dos alimentos não é natural. Só tem nojo de comer é coisa de quem nunca passou fome. Os alimento são apenas preparados por nós, eles vem da natureza. Desconhecer que os seres humanos comem bodes, burros, cavalos, vacas, golfinhos, ratos, baratas, e junto disso tudo comem milhões de seres microscópicos é desconhecer a realidade. Sanduíche de língua é uma iguaria. Fim de papo.

  5. Mari!!! Super me identifiquei!!! Também encontrei como opção num bufê há um tempo atrás e servi minha filha primeiro. Sem saber do que se tratava, lógico! Ela ficou remoendo aquilo na boca e não gostou e como eu acho que não se deve fazer cara feia para comida, ainda briguei com ela!!! Eis que surge o meu amado pai na mesa e pergunta: E aí? Tá boa essa língua? Ahhhh quase morri!!!! Daí mandei ela parar de comer na hora!!!! Não gosto muito de míudos, a não ser um coraçãozinho de galinha assadinho, mas língua não dá!!! Bjs e bom dia!

  6. Lá nas Missões, na velha São Luiz Gonzaga, a gente chama isso de frescura, hahahaha. Carne eu só não como estragada, em compensação, minha frescura é com ervilhas. Simplesmente não suporto. Estrogonofe de língua é algo MARAVILHOSO.
    =)

  7. Mariana, eu amo língua. E aproveitando o espaço, parabenizo o caderno Donna, pelas roupas usáveis à maioria das mulheres. Tanto em valores $ como para diferentes tipos de corpo. Até q enfim alguém vê o q as ruas usam, ou seja manequins acima de 40.

  8. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Estomago embrulhou em 3, 2, 1… :P

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