Julia Roberts descalça no red carpet: pelo fim da ditadura do salto alto!

De tudo o que se viu e se vê do Festival de Cannes até agora, palmas mesmo arrancou Julia Roberts de pés descalços no tapete vermelho. Usando um longo preto da grife Armani Privé e joias Chopard, a atriz de 48 anos chamou atenção ao tirar os sapatos para subir as escadas que dão acesso ao Palais des Festivals. Motivo: protesto pelo fato de que, no ano passado, algumas mulheres foram barradas da première do filme Carol por não estarem usando sapatos de salto.

Na época, a produtora Valeria Richter, que tem um pé parcialmente amputado, comentou sobre o episódio à emissora inglesa BBC. Disse que havia sido abordada algumas vezes no evento por estar calçando sapatos baixos.

julia-roberts-pode-tudo-a-atriz-quebrou-950x0-3JULIA ROBERTS: A linda mulher chamando atenção para uma causa que merece atenção

A polêmica sobre o uso de salto alto não está localizada no tapete vermelho do festival de cinema mais charmoso do mundo. Em Londres, o assunto tem gerado grande debate depois que uma recepcionista foi suspensa do trabalho por recusar-se a usar saltos altos, levantando debates sobre sexismo.

Nicola Thorp, de 27 anos, foi contratada em regime temporário na empresa PwC, e seus empregadores disseram que ela teria de usar sapatos com salto de “5 a 10 centímetros” de altura. Ela recusou-se, sob alegação de que os funcionários masculinos não tinham obrigações equivalentes. Foi mandada de volta para casa sem pagamento.

sapatilha-look-festa-ines-de-la--fressangeINES DE LA FRESSANGE: A mais elegante das francesas de sapatilha do tapete vermelho

Falou Nicola à emissora BBC:

– Disse a eles que consideraria (a exigência) justa se me explicassem por que usar sapatos sem salto prejudicaria a realização do meu trabalho, mas eles não me explicaram. Eles queriam que eu fizesse um turno de nove horas de pé levando clientes para salas de reuniões. Respondi que simplesmente não conseguiria fazer isso de salto alto.

Quando a britânica perguntou se a empresa esperava que algum homem fizesse o mesmo trabalho de saltos, disse que ouviu risadas.

Thorp afirmou também que entende o “direito (da empresa) de ter um código de vestimenta formal”, mas opinou que eles “devem refletir a sociedade, e hoje as mulheres podem ser elegantes e formais e usar sapatos sem salto. Além do fator debilitante, é uma questão de sexismo. Acho que as empresas não deveriam obrigar suas funcionárias a isso”.

Na galeria, a prova de que é possível desfilar bem-vestida e elegante sem alto!

Nesta semana, Nicola Thorp iniciou um abaixo-assinado pedindo mudanças na lei britânica, que dá aos empregadores o direito de demitir funcionários que não acatem códigos de vestuário “razoáveis”. Ela já conta com 20 mil assinaturas. Se o abaixo-assinado receber cem mil assinaturas, há uma chance de os parlamentares discutirem a questão.

– Saltos altos devem ser uma escolha, não uma exigência – defende.

No Canadá, outra polêmica em torno do salto provocou debate. Começou com uma foto dos pés ensanguentados de uma mulher, que viralizou rapidamente nas redes sociais. Ela é também inglesa e chama-se Nicola Gavins. O objetivo de postar a foto foi para retratar a situação encarada por uma amiga, que trabalha como garçonete em um restaurante em Edmonton, no Canadá.

pesPÉS ENSANGUENTADOS DE NICOLA GAVINS: resultado de horas de trabalho como garçonete

No post, ela deu detalhes sobre o ocorrido: “A política deles ainda é obrigar que as funcionárias usem saltos, a menos que haja restrição médica. Os pés da minha amiga sangraram a ponto de ela perder uma unha, mesmo assim foi repreendida pelo gerente por mudar o calçado. Eles são sexistas, possuem um pensamento arcaico e totalmente nojento”. A imagem foi compartilhada mais de 12 mil vezes.

A mais famosa de todas as fashionistas, a a atriz Sarah Jessica Parker, cuja Carrie Bradshaw, de “Sex and the City”, deu fama a Manolos e Louboutins, admitiu há cinco anos: “Eu destruí os meus pés com salto, não sinto mais nada neles”.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?