Mari explica como não desperdiçar o suado dinheirinho na próxima ida às compras

Qual mulher nunca abriu o guarda-roupa, soltou um suspiro e resmungou “não tenho o que vestir?”. Independentemente da única porta de armário ou do super closet, esta afirmação é uma máxima feminina. Sabe por quê? Porque em muitas idas às compras a gente acaba não pensando direito, não avaliando nossas peças e prioridades antes de sair de casa, adquirindo mais do mesmo.

Na hora de passar o cartão de crédito no caixa da loja você tem a certeza de estar fazendo um grande negócio, mas quando abre o guarda-roupa três dias depois pergunta-se onde estava com a cabeça ao pagar por aquilo naquele momento? Relaxa. Acontece nas melhores famílias. O melhor é que há solução para não incorrer sempre no mesmo erro.

Desperdício de espaço no armário e de dinheiro no banco podem ser evitados se mantivermos o estado de alerta para alguns hábitos que às vezes nem nos damos conta. Vamos espiar quais são? Vamos, Mari!

blairENCARAR COMPRAS COMO ENTRETENIMENTO: VAI DAR ERRADO!
Estudo recente revelou que 61% das pessoas que compram sem uma necessidade específica adquirem entre uma a três peças a mais do que realmente precisam, sabia? A dica é pensar sempre naquilo que você precisa de verdade antes de entrar em uma loja

shopCOMPULSÃO NÃO LEVA A LUGAR NENHUM, SÓ À FALÊNCIA
Mulheres com idades entre 18 e 33 anos estão mais propícias a este tipo de comportamento de consumo compulsivo. Solução? Exercite o autocontrole. No meu segundo livro, “Vida Peregrina”, conto uma técnica que desenvolvi em Barcelona, onde morei durante dois anos sem muito dinheiro para gastar: sempre que alguma coisa realmente me enchia os olhos, e eu tinha certeza de que jamais conseguiria sobreviver sem, corria até uma sorveteria mais próxima e me deliciava com duas bolas de sorvete de chocolate. Com os neurônios devidamente alimentados de serotonina, nem lembrava mais o endereço da loja! Este tipo de consumo compulsivo, dizem as pesquisas, costuma atacar mais as compradoras online

kimCOMPRAR PEÇAS PARECIDAS DÁ A SENSAÇÃO DE NÃO TER ROUPA
O ser humano é uma criatura de hábitos. Natural, portanto, que repita mais de uma vez uma mesma compra. Eu faço mea culpa: tenho mania de comprar camisetas brancas. Quando quero vestir algo diferente, só vejo camiseta branca na minha frente. Já dei um jeito de me policiar. Faça isso também! Veja quais são os itens que você já tem demasiado e tente não cair na tentação de repeti-los só por causa de uma gola ou uma manga diferente

rawPAGUE 1, LEVE 2: MAS PRECISA MESMO?
Recentemente, minha amiga Alemoa voltou de uma viagem a trabalho a Miami escandalizada com o que viu: dezenas de brasileiros em um outlet comprando naquelas promoções de “pague 1, leve 2”. Se realmente necessitavam daquele investimento? Não. Mas, veja só: pagava um e levava dois! Grande coisa! Alemoa foi coagida por um grupo a comprar um tênis Puma, afinal estava na tal promoção. “Mas eu não preciso desse tênis, não gosto desse tênis, por que tenho que comprar?”, perguntou. E ouviu: “Por que você paga um e leva dois”. Tsc, tsc, tsc. Partiu mudar essa mentalidade!

shopping-gifCOMPRAR PELO SIMPLES FATO DE QUE GOSTOU DA PEÇA
Então, você se apaixonou por uma blusa com estampas de palmeiras e colocou na sacola. Aquela calça floral caiu feito uma luva e você passou o cartão. E a saia azul petróleo foi um achado e você parcelou. A pergunta que eu faço é a seguinte: você tem peças no guarda-roupa para combinar com tudo isso? Pois é bom que saiba antes de sair variando em cores e estampas.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?
  • Abdominal, substantivo masculino. Preguiça, substantivo feminino. #chico #gorda
  • Observe os seus pensamentos, eles se transformam em palavras. Observe suas palavras, elas se transformam em ações. Observe suas ações, elas viram seus hábitos. Observe seus hábitos, pois eles se transformam em seu caráter. Observe seu caráter, pois ele se torna o seu destino. 🙌🏻♥️🙏🏻 Lao Tzu, filósofo e escritor da Antiga China, fundador do taoismo filosófico e religioso.
  • “Nunca estou mais acompanhado do que quando estou sozinho.” Carlos Drummond de Andrade. 🙌🏻
  • Durante anos e anos e anos que somam mais de uma década, essa foi nossa história: de aeroportos em aeroportos, nos mudamos 12 vezes de casa. Cruzamos estados, fronteiras, oceanos. Como escreveu Machado de Assis, “felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos”. Feliz de mim, que pelo faro também te descobri, Bentolino. E lá se vão 18 anos de jornada. 🙌🏻🐶♥️ Rio de Janeiro, 2012. #tbt #bento #xerife #companheirodejornada