AMIGA MARI mostra como usar bermuda (peça difícil…) sem achatar o visual

Apenas alguns centímetros de tecido a mais podem provocar uma avalanche de dúvidas na hora de saber como usar determinada roupa. Do que estou falando? Da bermuda, esta peça que algumas mulheres amam e outras odeiam. Realmente, não é lá muito fácil de cair bem em qualquer corpo. Eu, por exemplo, tenho problemas sérios na hora de vestir uma bermuda e me sentir bem com ela. Tenho sempre a sensação de ganhar alguns centímetros a mais nos quadris e nas coxas. Aliás, não é sensação. É fato!

O comprimento da bermuda pode, sim, achatar a silhueta e causar este desconforto em frente ao espelho, sobretudo em que tem perna mais grossa e quadril largo – e não deseja salientar essas regiões do corpo. O corte, a cor, a estampa e até as outras peças que compõem o look influenciam diretamente no equilíbrio do visual. Saiba, portanto, que usar bermuda requer autoconhecimento corporal. Saiba também que ela vai chegar chegando na próxima estação. O clã Kardashian tem tratado de incentivar ao máximo o uso da peça

kard1KENDALL JENNER
Andou desfilando pelas ruas de Los Angeles com este modelo um pouco mais curto. Boa ideia na hora de usar para garantir uma silhueta longilínea é a dica básica de subir no salto!

kard2KOURTNEY KARDASHIAN
Preferiu este modelo preto de stretch, cintura alta e comprimento na altura do joelho. O truque permanece o mesmo da irmã: pés nas alturas!

kard3KHLOÉ KARDASHIAN
A ousadia é um pouco maior, com este modelo jeans justo, rasgado e comprimento no joelho, o que contribui para a ideia de quadris em maior proporção.

kard4KIM KARDASHIAN
Bom, todo mundo sabe que Kim Kardashian não está nem aí para os centímetros a mais nos quadris. Fez deles sua marca registrada e desfila linda, leve e solta por aí com esta bermuda camuflada de cintura alta bem apertada e mais larguinha nas pernas.

Recebi de Brasília o email da leitora Manuela Rodrigues sobre este assunto. Escreveu a Manu: “Mari, eu adoro bermuda, acho uma peça prática, elegante, porém difícil de usar. Você pode falar sobre isso e dar algumas das suas dicas maravilhosas?“.

Bom, Manu, está falado que a bermuda não é lá das peças mais fáceis, como você acabou de ler. Não leve, portanto, este problema para o lado pessoal. Não sei qual é a sua idade, mas acho importante frisar que não há limite de idade máxima ou mínima para o uso de bermuda. Tudo vai depender da peça, do corte, do tecido e dos complementos, claro.

Meninas de 20 anos podem e devem abusar dos modelos justinhos, jeans, destroyed, com barriga de fora e camisetinhas podrinhas. Já senhoras de 60 devem preferir bermudas de alfaiataria de cores neutras, mais larguinhas, usadas com camisa, blazer, colete, enfim, com peças clássicas e tradicionais do guarda-roupa. Eu acho sempre muito chique e mais elegante subir num saltinho (isso dos 30 anos para cima). Não precisa ser nenhum salto impossível de caminhar, basta uma sutil plataforma ou um saltinho médio e a postura já muda com a bermuda.

Separei algumas ideias de looks para comentar e tentar ajudar. Espia só!

Processed with VSCO with hb2 presetBERMUDA + MÁXI CASACO
Este é um dos truques de estilo que eu mais gosto e considero eficiente na hora de usar bermuda: optar por um casaco, uma capa, uma parka no mesmo comprimento da peça. Disfarça qualquer volume no quadril. Este look ficou lindo e equilibrado, porque mistura a bermuda destroyed com a elegância do scarpin e a modernidade do casaco floral

bermuda2BERMUDA + COLETE
Espia só como o modelo de colete desce um pouco mais pela cintura e alcança a metade do quadril. Boa maneira de alongar a silhueta, principalmente pelo modelo de corte reto de alfaiataria. Este é um visual bem bacana para uma festinha ou noite de drinques por aí!

bermuda4BERMUDA LARGUINHA
Este é aquele modelo mais confortável e indicado para as magrinhas, pois, por si só, já tem uma certa folga no shape.
O sapato de bico fino faz o contraponto elegante ao toque esportivo da bermuda.

bermuda5BERMUDA COM BLAZER
Esta dupla é um clássico que nunca sai de moda. Blazer e bermuda passeiam pelos mais variados ambientes. Apenas é preciso definir a formalidade ou informalidade do lugar e da ocasião para escolher o comprimento certo da peça. Mais curtinhas combinam com o dia a dia urbano; mais compridas podem frequentar o ambiente profissional.

bermudaCOM BLAZER, MAS EM OUTRO TOM
Olha a diferença ao optar por uma bermuda mais comprida e um scarpin no lugar do tênis da foto anterior. Muda todo o conceito do look, e o blazer sempre acompanha ambos!

bermuda7BERMUDA PRETA DE ALFAIATARIA
Nem preciso dizer que esta é aquela peça de roupa que facilita a vida e fica chique com camisa e camiseta. Se curtir, invista porque não vai se arrepender. Look super moderno para o escritório!

bermuda-capaEM CONJUNTINHO OU NÃO
Ela pode ser um pouco mais justinha, formando conjunto com blazer acinturado e look um tanto mais formal, ou mais larga com parte de uma camisa de seda para dentro e ar mais descontraído e contemporâneo

bermuda8BERMUDA LISTRADA
Se a ousadia permitir, olha que linda esta peça listrada que ela fez questão e compor com a alpargata com mesma estampa! Eu sei que bermuda não é uma peça fácil, como já disse, mas se você for mais familiarizada com ela, comece pensando em investir em modelos estampados. Eles alegram o visual e são a cara da primavera-verão!

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?