AMIGA MARI garante: Meia arrastão pode ser uma aliada tão clássica quanto fashionista

Lá nos idos anos 1990, bem no início, eu lembro de usar meia arrastão. Trata-se de uma moda perigosa. Um deslize, um detalhe a mais, e o que era para ficar legal e moderno acaba muito vulgar. Do contrário, é algo que agrega aquele toque diferente a mais ao look – quando bem usada, faz toda a diferença. Pois saiba que a meia arrastão, em variadas versões (dupla textura, curta, meia-calça, colorida), é tendência atual – e é nas ruas da Europa que a gente mais aprende o como se usa de um jeito descompromissado, cool e informal. Pergunta a Aline Wolf, de Belo Horizonte:

“Mari, como usar a meia arrastão de um jeito mais básico e clássico, visto que simpatizo com ela, mas não me considero fashionista?”.

É mais fácil do que parece, Aline. Fiz uma seleção de alguns modelos e mostrei vários estilos – dos esportivos, clássicos e básicos aos fashionistas. Vamos ver?

mediasdobletexturaMEIA ARRASTÃO DUPLA TEXTURA
Trata-se de um modelo que conquistou as europeias e foi campeão de vendas da marca de legwear Calzedonia, ícone em meias modernas (tenho meias da marca que comprei em 2003 na Espanha e continuam novas como nunca!!). Ela combina uma rede mais aberta na parte da frente da perna com outra mais fechada na parte de trás. Fica linda com botinha de cano curto.

all-lp-collantspotlight-fishnets01-clzMODELO FISHNET (como, em inglês, é chamada a meia arrastão)
Este é outro modelo de meia calça arrastão campeão de vendas da Calzedonia. Tem a blogger italiana Chiara Ferragni como garota propaganda, o que ajuda e muito na divulgação!

all-lp-collantspotlight-fishnets02-clzCLONE NA FISHNET
A rede é bem estreitinha também, e Chiara usa com botinha também!

mediasfaldabotinesMEIA ARRASTÃO COM MINISSAIA E BOTINHA
A dupla que falava acima, usada pela Chiara e pelas retratadas da primeira foto. Sem dúvida, minissaia + meia arrastão + botinha é o trio que fica um charme, porque a botinha quebra a coisa sexy da meia e torna o look mais street, sabe assim?

mediaszapatillasMEIA ARRASTÃO COM TÊNIS
Eis aqui o que nos idos anos 90 era pouco provável: meia arrastão com tênis. A febre do tênis fora da academia e sua invasão no guarda-roupa do dia a dia acaba por incentivar um sem número de ideias de como usar. A última delas é com meia arrastão. Kendall Jenner é a dona dos pés da foto ao centro e optou por usar a meia com tênis Vans Old School. Nas duas imagens das extremidades, a meia é da marca austríaca Wolford, que tem sede e loja online no Brasil.

mediasvestidoMEIA ARRASTÃO COM VESTIDO
Aqui, a meia aparece na versão soquete, mais baixinha, usada com vestido e scarpin e sapato masculino

mediaszapatomasculinoMEIA ARRASTÃO COM SAPATO MASCULINO
E por falar em sapato masculino, eis outra dupla que tem arrasado. Ela pode ser meia calça, 7/8 ou 3/4, usada com saia, jeans ou alfaiataria

mediaspantalonMEIA ARRASTÃO COM CALÇA
Esta é uma ideia para quem simpatiza com a moda, mas fica meio assim de já sair ostentando uma meia calça arrastão por aí: comprar um modelo curtinho, usar com jeans – pode ser com salto ou não. Daí vai se familiarizando. Confesso que é um dos estilos que eu mais gosto.

mediascoloresMEIA ARRASTÃO COLORIDA
Liberou geral! Rosa, bordô, cor da pele, amarela, com salto, mocassim, enfim, tudojuntoemisturado!

Montei uma galeria de fotos com mais inspirações de uso da meia arrastão em seus mais variados formatos e estilos!

Estilo coquetel
ESTILO COQUETEL
jeans com franja
JEANS COM FRANJA
Com o chinelo da hora
COM CHINELO SLIDE
Mule e arrastão
MULE VERMELHA E ARRASTÃO
Com jeans escuro
COM OUTRA MULE ESTILO MOCASSIM E JEANS
Look pretinho
CURTINHA COM A CANELA DE FORA
Com sapato colorido
COM JEANS CROPPED DE CINTURA ALTA
Meia calça e scarpin
MEIA CALÇA ARRASTÃO E SCARPIN EM TRAJE FORMAL

Curtinha com Vans

branca com tênis branco
LOOK BRANCO
Por baixo do jeans
POR BAIXO DO JEANS DESTROYED
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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?