Moda agora COM fotos: prova de fidelidade à Mariana

Fui submetida a uma verdadeira maratona para chegar ao Fashion Rio. Mas vim, vi e venci. Hahahaha!! Voo atrasado, táxi que me levou para o hotel errado, motorista que marcou de me buscar e não apareceu… Eu só sei que cheguei atrasada, toda molhada da chuva, mas consegui sentar a tempo de ver os desfiles de Patachou, Alessa e Cantão. Perdi Herchcovitch e Acquastudio, mas recuperei na sala de imprensa, nos videos, nas conversas que tive por ali.

Mas claro que, como diz a Lei de Murphy, nada é tão ruim que não possa piorar. Agora, madrugada de terça pra quarta-feira, termino de escrever todo o balanço do primeiro dia de desfiles e não consigo subir as fotos para o blog. Juro: estou há quase duas horas tentando fazer isso. E estou exausta. Então, me perdoem, eu vou postar minhas opiniões sem foto mesmo.

Dá pra ver a galeria no Donna Online. Tá tudinho lá. Amanhá, quarta-feira, quando a super Camila Saccomori, editora do Donna Online, chegar à redação, peço a ela esse help de publicar umas fotinhos aqui.

(post atualizado!)

Minha opinião ainda interessa sem as imagens? Então vamos lá! Não me abandonem! Abram uma janela para ver as fotos na galeria desse link e fiquem aqui!


HERCHCOVITCH


Porque gostei muito de Herchcovitch: porque adoro jeans. Já disse uma vez em um post neste mesmo blog que eu sou uma pessoa super desapegada das coisas. Dou muito do que tenho e que sei que não vou usar – e isso me faz um bem enorme. Mas… meu único problema é que não consigo me desfazer dos meus jeans. Seria um belo tema para o analista, pois deposito nos meus jeans muito das minhas memórias de vida. Mas tá, não vu ficar filosofando a essa hora da noite. Hahahaha!!

Herchcovitch foi bacana porque mostrou como é possível ter todo um conceito de coleção mesmo que a matéria-prima da marca seja… o jeans! Ele foi lá atrás, nos anos 80,e trouxe de lá uma releitura absolutamente atual. Nada de ombreiras, daquele exagero. Mas pegadas sutis, como o cabelo com permanente das modelos, a calça baggy. As estampas camufladas foram outro ponto alto, aliás, camuflados estão virando clássicos. E as bolsas em couro sao lindas de morrer.


PATACHOU


Sou fã da Patachou, ela nunca me decepciona. Para o inverno, a grife se inspirou no Oriente, principalmente nos quimonos, nos brilhos, no dourado e nas cores quentes. E aí vem o lamê de novo. O começo do desfile foi bem caricato, bem Japão mesmo, no sentido literal das cores e dos trajes. Depois a interpretaçao fluiu mais solta, com muita simetria nos vestidos – um lado com manga, outro sem manga.Faixas e faixas de canutilhos deram muita luz às peças.


ACQUASTUDIO


Muito, muito brilho, lamê, metalizado, especialmente na renda. Os tecidos são construidos, muitos deles, com fitas – um trabalho artesanal incrível, um verdadeiro trabalho de ateliê. Quase uma alta-costura, bordados elaborados incríveis. Eu sou suspeita pra falar, mas adoro esses tons pastel, verdinho, rosinha, acho feminino, elegante. E na coleção da Acquastudio, que buscou inspiração nos anos 40 e 50, não tem nenhum ranço antigo, mas um retró super moderno. Sem falar nos cabelos, enfeitados com fascinators. Sensacional.

ALESSA


Estava preparada para ver o de sempre: os cáftans da Alessa, que, muda estação e ela só muda a estampa. Mas mordi minha língua e me surpreendi. Ela veio toda étnica, mais estruturada e muito bacana, com trilha sonora embalada por Gal Costa. Adorei a mistura de estampas, inspirada na tapeçaria (a passarela estava coberta de tapetes)

CANTÃO


A linda top Carol Trentini abriu de branco o desfile com um frescor que eu gosto muito, porque gosto muito de branco no inverno. Foge do óbvio do escuro. Uma coisa meio glacial, sabe assim? A Cantão mostrou uma tendência que tem estado sempre presente nas temporadas, que é a valorização do esporte e da natureza na moda. Deu vontade de levar tudinho pra casa.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Sou escritora, jornalista, colunista da Band TV e Band News FM e autora dos livros "Peregrina de araque", "Vida peregrina" e "Tudo tem uma primeira vez". Sou gaúcha, nasci em Porto Alegre, vivo em Porto Alegre, mas com os olhos voltados para o mundo. Já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Barcelona. Já fui repórter, editora, colunista. Trabalhei nos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil; nas revistas Época e IstoÉ e fui correspondente da BBC na Espanha, onde cursei pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona. O blog Mari Kalil Por Aí é direcionado a todas as mulheres que, como eu, querem descomplicar a vida e ficar por dentro de tudo aquilo que possa trazer bem-estar, felicidade e paz interior. É para se divertir, para entender de moda, de beleza, para conhecer lugares, deliciar-se com boa gastronomia, mas, acima de tudo, para valorizar as pequenas grandes coisas que estão disponíveis ao redor: as coisas simples e boas.

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