Para ler hoje e saber sempre

Recebi este texto da minha amiga Paulinha, que não é partidária das correntes de e-mails, mas ficou visivelmente tocada com este da jornalista Leila Ferreira. Como confio 100% nos gostos da Paulinha, parei um instante para ler. E acho que deveria ser leitura de todo mundo. São coisas que eu já sabia, que a vida vai ensinando a gente. Mas quando se tem a chance de ler uma opinião semelhante e tão bem articulada, pode-se dizer que a quinta-feira, hoje, já está no lucro.

Minimamente feliz – A felicidade é mesmo um estado mágico e duradouro ?

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-do-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

‘Eu contabilizo tudo de bom que me aparece’, diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática. ‘Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.’

Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: ‘Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos.’ Agora, viajando com freqüência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz no singular: ‘Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível’.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: ‘Comigo mesma’, respondeu. ‘Adoro conversar com pessoas inteligentes’. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha ‘dieta de felicidade’ o uso moderadíssimo da palavra ‘quando’. Aquela história de ‘quando eu ganhar na Mega Sena’, ‘quando eu me casar’, ‘quando tiver filhos’, ‘quando meus filhos crescerem’, ‘quando eu tiver um emprego fabuloso’ ou ‘quando encontrar um homem que me mereça’, tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Uma irmã é mais do que uma amiga; um vínculo inquebrantável muito além do familiar; uma conexão emocional, biológica e de intimidade tão exclusiva. Aliada nas grandes e pequenas batalhas, o pilar do cotidiano. Para alguns, a metade do nosso coração. Para mim, meu coração inteiro. Minha irmã, minha cúmplice, fiel escudeira. Minha alma gêmea, minha companheira de tantas jornadas. Te amo, maninha @luciakalil #tbt #amordeirmã ♥️ Punta del Este, fevereiro de 2019.
  • “Amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que mais gosto: rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a maior virtude de uma pessoa.” Audrey Hepburn ♥️ #FigurinoBandMulher #jeans #poatwentyforseven
  • A tenteada é livre. Tome café todas as manhãs com esse farol de raio laser de olho no seu pão. 🐶 #gorda #gorducha #fofolete
  • “Ninguém ainda sabe se tudo apenas vive para morrer ou se morre para renascer”. Marguerite Yourcenar, escritora francesa. #notredame #notredameparis #notredamecathedral 😢🙌🏻🙏🏻
  • Repost @tainavidal ♥️
No Band Mulher com @reginalimaoficial de hoje falando sobre nossa Campanha do Agasalho 2019. #esquentaportoalegre #campanhadoagasalhopoa2019
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Com a meta de arrecadar 270 mil peças de roupas, a Campanha do Agasalho 2019 inicia o período de arrecadações um mês mais cedo e vai até 15 de agosto. O objetivo é não esperar o frio chegar para distribuir as roupas a quem precisa. O prefeito Nelson Marchezan Júnior destacou que realizar uma doação é também ajudar a cumprir o papel da máquina pública de proteger quem mais precisa. “A prefeitura não tem como realizar tudo que a população precisa todos os dias e que bom que podemos contar com pessoas solidárias para isso. Todo mundo pode ‘prefeitar’ no dia a dia. As pessoas são um pouco prefeito quando descartam de maneira correta o lixo, cuidam de suas calçadas ou ajudam a população mais vulnerável. Se cada um dos habitantes não ‘prefeitarem’ em algum momento do seu dia, não teremos uma cidade boa”.
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A campanha deste ano conta com um projeto de comunicação para lembrar a cada dia a necessidade da doação dos agasalhos. A proposta é viabilizar, através de parceiros, uma “piscina gigante”, que será instalada na frente da prefeitura, e preenchê-la com bolas coloridas a cada doação para que as pessoas possam mensurar o volume de peças doadas. Também serão oferecidas recompensas para a população a cada etapa vencida. A primeira etapa, de 25 mil peças, já foi superada e o parceiro Coca-Cola/Femsa vai doar a pintura do muro de uma escola municipal Liberato Salzano. A ação será feita no dia 27 de abril. #vamosjuntos #euvistoestacausa
  • Transformação do dia para o Band Mulher ♥️ #camisadealfaiataria #calçacenoura #carrotpants #amigamari #poa.twentyfourseven #coisasdethayla