Celular é o novo cigarro?

Não gosto de falar no telefone e nunca gostei. Para mim, o telefone sempre serviu como um instrumento prático para dar e receber recados, combinar algum encontro, avisar algum atraso. Tenho horror quando o telefone toca. Natural, portanto, que mesmo com o advento do telefone celular, não tenha me tornado uma pessoa que vive agarrada a ele. Estou mais para SMS e Whats App do que qualquer outra coisa.

whatsapp-kingOI, BONITÃO!

Desde que os celulares começaram a se popularizar existem discussões sobre os possíveis efeitos colaterais de seu uso. Primeiro se disse que poderiam provocar desastres aéreos, fato que nunca se confirmou – e não são de hoje as acusações no campo da saúde. Suspeita-se que o uso exagerado dos aparelhos possa estar ligado a problemas de visão, memória ou até mesmo doenças como o câncer. Nenhuma pesquisa realizada até hoje chegou a uma conclusão definitiva.

eyes-in-the-dark-paranoidCONTINUAMOS NO ESCURO

Ainda assim, ainda que nenhuma prova concreta tenha sido apresentada, as autoridades adotaram táticas preventivas. A Anatel, por exemplo, exige que os fabricantes divulguem os níveis de radiação de seus aparelhos. Medida semelhante foi tomada nos Estados Unidos. Se você tiver paciência para encontrar as letrinhas minúsculas do manual verá que estão escritas advertências nesse sentido.

lupa_17-508013543QUER EMPRESTADO?

Todos os estudos encomendados acerca do assunto, sempre usando animais, apresentam suspeitas sobre os perigos do uso de celulares. Um deles, realizado na Austrália,  expôs uma série de camundongos a duas sessões diárias de meia hora de radiação ao longo de um ano e meio. As cobaias desenvolveram duas vezes mais tumores que os roedores que não estiveram em contato com as ondas. Nenhum cientista tido como “sério” aposta numa relação de causa e efeito entre o celular e a ocorrência de câncer. Exceto… o doutor Lennart Hardell.

hbl_2564941MUITO PRAZER, SOU O DR. HARDELL

O sueco Lennart Hardell, oncologista do Hospital Universitário Orebro, é o maior defensor da teoria de que o uso do celular afeta, sim, a nossa saúde com o passar dos anos e horas de uso, contribuindo para a formação de tumores cerebrais. Um estudo feito com a população sueca, liderado por ele e publicado na revista Fisiopatologia demonstrou que as chances de desenvolver glioma, um câncer no cérebro muitas vezes mortal, triplicou entre aquelas pessoas que utilizam celulares há mais de 25 anos. “O risco é três vezes maior depois de 25 anos de uso. Podemos ver isso claramente “, reiterou o doutor Hardell à agência Reuters.

glee-jane-lynch-loser6TRÊS VEZES MAIOR

Outro médico, Gabriel Zada, neurocirurgião da Universidade de Keck School of Medicine, na Califórnia, aconselha medidas de precaução, como o uso de alto-falante do telefone ou um fone de ouvido. Em um estudo de 2012, ele informou que as taxas de tumores malignos de partes do cérebro mais próxima de onde as pessoas falam ao telefone aumentou significativamente na Califórnia. Um painel Organização Mundial da Saúde que reuniu 31 cientistas de 14 países classificou os celulares como “possivelmente cancerígenos” em 2011.

olivia10EU NÃO DUVIDO

Na linha “melhor prevenir que remediar”, a Organização Mundial de Saúde recomenda aos usuários um máximo de seis minutos de uso por ligação. Sendo um dos poucos pesquisadores que associam o celular ao risco de câncer, o sueco Hardell faz mais um alerta: as crianças são ainda mais vulneráveis às emissões de telefone sem fio. “Elas absorvem campos eletromagnéticos de radiofrequência com mais facilidade. Cérebros em desenvolvimento podem ser mais suscetíveis”, avisa. E faz uma última recomendação: “Evite dormir com o aparelho na mesinha de cabeceira”.

bento1SERÁ QUE ELA OUVIU BEM?

MULHER PANICOUVI!!!

 

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Mariana

Mariana

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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