Por que limpar o rosto é o ritual diário de beleza mais importante que existe

Mesmo com o bombardeio diário de novas fórmulas, ativos, procedimentos, lasers, fios etcetera e tal, a rotina para uma verdadeira (e visível!) pele bem cuidada passa pela limpeza. Parece óbvio, vai dizer? Mas muita, muita gente mesmo esquece ou desdenha essa necessidade (eu, por preguiça, me incluo nesta turma de vez em quando). Até entende-se visto que é uma prática pouco incentivada. Afinal de contas, não é algo que gera muito lucro para a indústria da beleza e tampouco rende bafafá na mídia. Mas quer um conselho que recebi de uma amiga farmacêutica? Priorize a limpeza, encontre tempo para ela, faça deste um momento solene. Você vai sentir a diferença.

Por que a limpeza é tão importante? Explico: no dia a dia, impurezas como poluição, restos de maquiagem, suor e até mesmo as células mortas vão formando uma camadinha quase que impermeável na superfície da nossa pele. Demaquilantes e sabonetes suaves retiram o grosso dessas impurezas, mais daí achar que a limpeza foi profunda é outra história.

Limpeza-de-Pele-com1-GelatinaA LIMPEZA AJUDA A RETIRAR UMA CAPA INVISÍVEL QUE IMPEDE A HIDRATAÇÃO

A espessura da epiderme (primeira camada da pele ) vai aumentando com o envelhecimento das células, que é um processo natural. Quando isso acontece, os queratinócitos presentes na camada superior transformam-se em corneócitos – sim, este nome feio mesmo. Pois os corneócitos, junto com os restos de maquiagem e produtinhos em geral que vivemos depositando na pele terminam por formar uma espécie de capa sobre o rosto, impedindo de maneira parcial a penetração de ativos essenciais para a saúde da pele, como vitamina C e todos esses creminhos que custam uma fortuna. Conclusão: dinheiro jogado fora.

Já ouviu falar em “turn over” celular? Trata-se do processo normal de regeneração da pele, que pode ser classificado da seguinte forma, de acordo com a idade.
Idade jovem: 14 a 20 dias para regenerar.
Idade média : 28 a 35 dias para regenerar.
Idade madura: pode demorar até 120 dias.

A diminuição do tempo de regeneração celular depende de vários fatores, mas um deles, principalmente para as peles médias, é a limpeza ineficiente e a falta da estimulação para as células se replicarem.

lavar_rostoNO ROSTO, ÁGUA FRIA SEMPRE; QUENTE, JAMAIS

Quando a turma da epiderme anda meio parada, os estímulos à formação de células novas nas camadas abaixo também é desacelerado – e as que ainda têm força para replicar não conseguem emergir direito para a superfície da pele, já que, quando chegam, encontram uma super barreira protetora justamente pela falta de limpeza. Resultado: pele sem viço, espessa, poros abertos, falta total de luminosidade.

Vamos aprender, então, as etapas corretas de limpeza da pele? Vamos, Mari!

1) Demaquilante
Retire tudo que puder, de maneira suave, com ajuda de algodão ou gaze (adoro a gaze para limpeza da pele, pois ela promove uma leve esfoliação. Claro que não podemos esfoliar todos os dias).

2) Limpeza
Sabonete suave é indicado para as adolescentes. Para peles médias e maduras, indica-se produtos que contenham ácido suave em baixas concentrações. Ensaboe bem e enxágue bem. Sempre com água fria; água quente, jamais.

3) Tonificação
Sim, a palavra é antiga, mas o procedimento é sempre eficiente. Restabelece o pH da pele e prepara para receber o hidratante. Indica-se o uso de água termal ou mesmo um tônico de sua preferência.

Pronto! Sua pele está pronta para ser hidratada. Mas.. E a esfoliação? Sim, ela também é importante, mas não deve ser diária. Uma vez por semana está de bom tamanho. Com a pele limpinha, realize movimentos suaves para não agredir – e muita água gelada depois para retirar o produto. Gosto da ideia de aplicar uma máscara logo após a esfoliação.

heavy-creamy-facial-maskUMA VEZ POR SEMANA, APLIQUE UMA MÁSCARA DEPOIS DA ESFOLIAÇÃO

Limpar a pele não dói, não toma demais o nosso tempo e traz resultados surpreendentes quando adotada como um hábito diário e com disciplina. É o primeiro – e importante passo – para ter uma pele hidratada profundamente, lisinha e cheia de juventude.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?