Somos (também) o país da calcinha

No quesito concordância com as prioridades femininas, sou uma brasileira de araque. Não entendo muito bem esse culto ao corpo desmedido, essa preocupação em impedir a chegada das rugas com litros de botox. Acho tudo exagerado demais e acho que todas nós, mulheres brasileiras, só sairíamos ganhando se a ala que está mais focada em cirurgia plástica desse uma voltinha ali pela Fnac ou pela Livraria Cultura para ver que a vida é um mundo bem maior de possibilidades.

Foi por isso que não senti orgulho algum ao ler a notícia de que a tradicional cadeia de lojas de departamento britânica Marks & Spencer registrou neste ano um aumento de 3,2% em suas vendas, impulsionado pela coleção Brazilian Knickers – as calcinhas brasileiras. Nos últimos três meses, as tais calcinhas registraram um aumento de vendas de 60%. Mais de 460 mil peças foram vendidas desde maio.

Como são essas Brazilian Knickers? Menores que a média mundial, claro. Agora, não somos apenas o país das mulatas, do Carnaval, do oba-oba e do futebol. Somos também o país das calcinhas. Podia ir pra casa sem essa.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Sou escritora, jornalista, colunista da Band TV e Band News FM e autora dos livros "Peregrina de araque", "Vida peregrina" e "Tudo tem uma primeira vez". Sou gaúcha, nasci em Porto Alegre, vivo em Porto Alegre, mas com os olhos voltados para o mundo. Já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Barcelona. Já fui repórter, editora, colunista. Trabalhei nos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil; nas revistas Época e IstoÉ e fui correspondente da BBC na Espanha, onde cursei pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona. O blog Mari Kalil Por Aí é direcionado a todas as mulheres que, como eu, querem descomplicar a vida e ficar por dentro de tudo aquilo que possa trazer bem-estar, felicidade e paz interior. É para se divertir, para entender de moda, de beleza, para conhecer lugares, deliciar-se com boa gastronomia, mas, acima de tudo, para valorizar as pequenas grandes coisas que estão disponíveis ao redor: as coisas simples e boas.

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