Você não está atrasada nem adiantada. Você está na sua “hora certa”

Me incomoda um bocado sempre que ouço algo do gênero “ela não tem mais tempo para isso” ou “ela tem que decidir antes que seja tarde demais” ou qualquer outra frase que enfoque o tempo como se este tempo fosse igual para qualquer um de nós. Cada pessoa nasceu no seu tempo e morrerá no seu tempo. O que ela fizer a partir da linha de partida e antes de cruzar a linha de chegada será única e exclusivamente realizado dentro do seu único e exclusivo tempo.

Não existe a “hora certa” de casar, de ter o primeiro filho, de ter o segundo filho, de estudar, de namorar, de deixar um emprego, de abrir um negócio. Não existe hora marcada em lugar nenhum. Cada um de nós enfrenta uma jornada própria e a felicidade é uma experiência singular.

Quem faz a nossa hora somos nós. Não existe regras em relação ao tempo. Alguém viu algum relógio por aí? O tempo é único, individual e está dentro de cada um de nós. Só nós sabemos em que tempo estamos de nossas vidas.

maxresdefaultO LÍDER ESPIRITUAL INDIANO SRI SRI RAVI SHANKAR: “VOCÊ ESTÁ NA HORA CERTA

Sou fiel seguidora dos ensinamentos do líder espiritual  indiano Sri Sri Ravi Shankar. Há um trecho de um texto dele que tenho emoldurado em meu quarto de ioga e meditação e que diz assim:

“Alguns estão solteiros, alguns estão casados e esperaram 10 anos para ter um filho. Outros tiveram um filho depois de um ano de casados. Alguns se formaram aos 22 anos e esperaram cinco anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 e encontraram o emprego de seus sonhos imediatamente. Alguns se tornaram presidentes de grandes empresas aos 25 e morreram aos 50, enquanto outros se tornaram presidentes aos 50 e viveram até os 90.

Cada um trabalha com seu próprio fuso horário. As pessoas conseguem lidar com situações apenas de acordo com seu próprio tempo. Trabalhe com seu próprio tempo. Seus colegas, amigos, conhecidos mais jovens podem parecer estar “à frente” de você; outros podem parecer estar “atrás”. Não os inveje nem zombe deles. Apenas estão em seu próprio tempo – e você está no seu. Você não está atrasado nem adiantado. Você está exatamente na hora certa”.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?