#Winelovers: especialista em vinhos indica ótimos rótulos de ótimo custo-benefício. Tim tim!

Convidamos uma amante de vinhos (caros e baratos!), a jornalista Patrícia Lima, para entrevistar a especialista Lílian Lima. Neste bate papo, Lílian fala sobre o consumo de vinhos, as melhores combinações e importantíssimo: dá dicas ótimas de vários rótulos de ótimo custo-benefício. Tim tim!

Que vinho devo beber no inverno?
Lílian Lima – Em primeiro lugar, você deve beber o que o seu coração e o que o seu paladar mandarem. E se nos permitem sugestões, aí vão. Com as temperaturas baixas, é normal que a gente consuma comidas mais calóricas e bebidas quentes. Vinhos tintos com graduação alcoólica alta e encorpados são os mais indicados para acompanhar os pratos típicos da estação. Ah, mas você gosta de brancos? Sem problema. Eles podem ser bebidos o ano inteiro. Uma dica nestes casos é escolher os brancos mais encorpados (com passagem por madeira) e graduação alcoólica alta. Se você curte espumantes, não tenha medo. Beba mesmo em dias de temperaturas baixas. Basta não deixá-los tão gelados como no verão.

winePARA TER EM CONTA: PREÇO ALTO NEM SEMPRE É INDICATIVO DE QUALIDADE

Quais as melhores uvas para o inverno?
Lílian – No caso dos tintos, que são praticamente irresistíveis nos dias frios, boas pedidas são vinhos feitos a partir de uvas como Malbec (especialmente os argentinos), Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional (cepa portuguesa que tem se mostrado bastante interessante na Campanha Gaúcha), Tannat (especialmente os uruguaios), Garnachia e Carmenére (chilenos, claro). Experimente também os Merlot, em especial os que são produzidos na Serra Gaúcha. São excelentes.

Vinhos caros são os melhores?
Lílian – Atenção! Nem sempre preço é indicativo de qualidade. Muitas vezes rótulos mais simples e baratos são melhores e, principalmente, combinam mais com o paladar do que um vinho encorpado, envelhecido, que naturalmente custa mais. E também é preciso entender a ocasião em que o vinho será servido. Um jantar especial pede um vinho mais complexo, elaborado, que acompanhe o jantar à altura. Para esta ocasião, pesquise um rótulo que se encaixe com o seu perfil e não tenha medo de investir. Já uma pizza, na sexta-feira à noite, entre amigos, não exige um rótulo tão prestigioso. Aquela tacinha de vinho que você bebe no jantar, durante a semana, também não precisa ser premium.

Pizza-and-Red-WinePIZZA E VINHO: A DUPLA IMBATÍVEL NÃO NECESSITA UM RÓTULO TÃO PREMIUM

Que vinho eu compro, afinal?
Lílian – Saber comprar vinhos é uma arte, que pode ser aprendida com o tempo e que tem tudo a ver com o gosto de quem está comprando. Se você souber do que gosta, já tem meio caminho andado. E como saber disso? Experimentando. Mesmo assim, aí vão algumas dicas de tintos com boa relação custo-benefício. Um deles é o Miolo Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet, que custa R$ 56 na vinícola e pode, perfeitamente, servir como o vinho para um jantar especial. Outra opção deste nível é o Don Giovanni Cabernet Franc, que na vinícola e em lojas especializadas custa R$ 65 reais. É um dos melhores vinhos nacionais nessa faixa de preço e não decepciona. Outro da mesma faixa de preço, igualmente ótimo: Tons de Duorum, R$ 60. Quer opções mais baratas? Elas existem, e de sobra. Algumas são os chilenos Tarapacá Cosecha Carmenère, R$ 30 e Trivento Tribu Malbec, R$ 36.

Na galeria, imagens das opções indicadas pela especialista! Basta clicar na imagem para abrir em tamanho original.

 

E aqueles vinhos Bag in Box?
Lílian – Bag in Box é um sistema excelente para conservar os vinhos de característica mais jovem, ou seja, que não precisam ficar armazenados em garrafa e em contato com a rolha para evoluir. A característica destas bebidas é serem menos complexas, prontas para serem consumidas quando saem da vinícola, sem necessidade de envelhecimento. Por ter essa personalidade, este tipo de vinho é perfeitamente compatível com o sistema Bag In Box, que além de tudo reduz o custo de armazenamento, tornando o vinho mais barato. E não se engane. Há bons vinhos nas Bags, especialmente para serem bebidos em ocasiões menos exigentes, como o jantar de todas as noites ou a pizza com os amigos. Um exemplo de vinho bom embalado na caixinha é o Don Cândido Cabernet Sauvignon/Merlot, cuja caixa de dois litros custa R$ 65 reais. Outra vantagem é que a embalagem não precisa de refrigeração e o vinho se mantém perfeito por 30 dias depois de aberto.

don candidoBAG DE DOM CÂNDIDO CABERNET SAUVIGNON/MERLOT
 Bom custo benefício para o dia a dia e a embalagem mantém o vinho até 30 dias após aberto

Onde devo comprar vinhos?
Lílian – Existem basicamente três maneiras de comprar vinhos a bons preços. A mais tradicional delas são as lojas especializadas. Muitas delas fazem negociações diretamente com as vinícolas e importadoras, oferecendo promoções bastante interessantes. Procure uma loja de bebidas perto da sua casa e acompanhe as novidades. De vez em quando vai aparecer uma promoção imperdível. Os supermercados também são ótimos para comprar vinhos. Assim como as lojas especializadas, eles fazem grandes negociações com importadoras e vinícolas e oferecem, de quando em quando, preços realmente competitivos de bons vinhos. Fique atento. Por fim, você pode comprar vinhos pela internet, isoladamente nos sites de lojas e vinícolas ou assinando um clube de vinhos. Os preços também podem ser bem competitivos pela web.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Sou escritora, jornalista, colunista da Band TV e Band News FM e autora dos livros "Peregrina de araque", "Vida peregrina" e "Tudo tem uma primeira vez". Sou gaúcha, nasci em Porto Alegre, vivo em Porto Alegre, mas com os olhos voltados para o mundo. Já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Barcelona. Já fui repórter, editora, colunista. Trabalhei nos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil; nas revistas Época e IstoÉ e fui correspondente da BBC na Espanha, onde cursei pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona. O blog Mari Kalil Por Aí é direcionado a todas as mulheres que, como eu, querem descomplicar a vida e ficar por dentro de tudo aquilo que possa trazer bem-estar, felicidade e paz interior. É para se divertir, para entender de moda, de beleza, para conhecer lugares, deliciar-se com boa gastronomia, mas, acima de tudo, para valorizar as pequenas grandes coisas que estão disponíveis ao redor: as coisas simples e boas.

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