As reflexões que surgem quando nosso melhor amigo envelhece

Eu tenho pensado muito na finitude da vida. Acho que todos nós, na correria do dia a dia, refletimos muito pouco sobre isso. Eu sempre tive essa reflexão muito presente, mesmo quando tinha meus 20 e poucos anos e o caminho a percorrer parecia infinito. Escrevo diários desde os 13 anos. Diários de papel, escritos a mão que sempre trouxeram reflexões sobre nossa existência por aqui.

Estou sentimental esta semana? Acho que sim. Fruto da TPM? Pode ser. Talvez eu ande um pouco mais sentimental, já que sentimental sempre fui. Sempre procurei parar alguns minutos do meu dia para ouvir o tal “eu interior” tão propagado pelo mais dos polêmicos escritores, o mago Paulo Coelho. Li muito Paulo Coelho quando tinha 20 e poucos anos e quando tudo o que a gente busca são sentidos para a vida.

Hoje em dia, pega mal dizer que se lê Paulo Coelho, mas eu não tenho nada contra. Ele me ajudou muito a parar e a pensar na nossa existência, na busca da “lenda pessoal”. Paulo Coelho foi um cara que me ajudou muito a levantar de quedas vertiginosas da adolescência. Hoje, não vive nas minhas leituras, pois depois de Diário de um Mago e Brida, confesso que não encontrei mais muita identidade com ele. Mas sou grata pelos muitos ensinamentos que me deixou.

Índicepaulo-coelhoOBRIGADA, MAGO

Nesta época dos meus 20 e poucos anos, lia vários livros que buscavam contribuir para entender o que escrevi no meu segundo livro Vida Peregrina: “A escrita sempre contribuiu para encontrar o meu lugar no mundo. Para procurar entender quem eu sou e onde é que me encaixo”. Este blog, nada mais é do que a transferência do que escrevia no papel, solitariamente para mim, para o que escrevo na internet, dividindo minha alma com quem me acompanha.

O que escrevo aqui, das maiores bobagens e faceirices até reflexões de almanaque, nada mais são do que a Mariana que se expõe sem censura. Falo tudo isso tudo por causa do Bento.

bento1SÉRIO?

Meu cachorro, meu lhasa apso, meu companheito de jornada por já 13 anos, começa a se mostrar para mim como um senhor, um senhor que precisa de cuidados. E através do Bento, mais uma vez, eu enxergo a finitude da vida.

bento1TU TÁ ME MATANDO?

enxaqueca9ESSE CACHORRO É QUE ME MATA

Não querido, não estou te matando – até porque, se depender de mim, farei de tudo para que tu seja eterno. O que estou dizendo é o que conversamos diariamente sobre os anos que passam e sobre a sabedoria que esses anos trazem, mas também o ônus. E este ônus são algumas limitações, como a tua artrose nos dois cotovelos, que te fazem caminhar meio dos mancos, e a decisão sobre se devemos ou não te submeter a uma mesa de cirurgia.

bento1ELA QUER CORTAR AS MINHAS BOLAS

enxaqueca9NÃO DÁ PRA CONVERSAR SÉRIO COM O BENTO

A verdade é que Bento está com tumores nos testículos. Eu não pensava em falar sobre isso abertamente, mas recebo tanto, mas tanto carinho neste blog que sinto vontade de compartilhar cada momento. Eu não seria eu se não fizesse um jogo aberto e não fosse capaz de expor o que se passa no fundo da minha alma, afinal foi para isso que sempre tive diários escritos a mão e é para isso que hoje tenho meu amado blog.

bento1FALA LOGO QUE TU QUER CORTAR MINHAS BOLAS FORA

Como eu dizia, fui investigar mais a fundo a origem das coceiras do Bento e foi pedido um exame de ultrassonografia. E neste exame vieram várias deficiências comuns à idade avançada. A mais grave no momento parece o tumor nos testículos. Tumor nos testículos são comuns em cachorros não castrados e com certa idade ( se você não for tirar cria, castre o seu cão!). Tumor nos testículos também não significam que gerarão metástases. Pelo contrário. A incidência, neste caso, é pequena. Mas existe.

Estou num momento de decidir se, como diz o Bento, “se arranco as bolas dele fora” ou fico monitorando o tamanho do tumor e seu caminho – ou não. Consultamos uma cardiologista que deu o sinal verde para o cara ir para uma mesa de cirurgia. A cirurgia de retirada de testículos é muito, mas muuuuito mais simples do que a cirurgia que o cara fez há três anos para desobstruir o intestino. Mas sempre há risco. Tanto é que é preciso assinar um termo de compromisso concordando com a cirurgia do animal.

bento1O QUE TU VAI FAZER?

Na verdade, eu gostaria que tu me dissesse e me ajudasse. Mas sei que cachorros falam apenas o essencial e é aí que reside uma das piores coisas de ser dona de um cachorro: não saber o que eles preferem, querem, pensam ou sentem. Cabe a nós, donos de cachorros, tomarmos uma decisão solitária e arcarmos com ela para o resto da vida. Eu poderia dizer, levando apenas isso em conta, que o mundo não é justo.

Eu estou naquela fase em que olho para o Bento e enxergo sempre um dia a menos. É horrível dizer isso? É horrível. Mas é o que eu sinto lá no fundo da alma. Sabemos que cachorros não vão além dos 16, 18 anos – com sorte. Deveria ser proibido pela natureza vivermos essa experiência. Eu amo animais porque animais não têm rancores, ressentimentos, amarguras. Animais são coração pura e simplesmente. São professores a nos ensinar dia após dia a entender que o amor e a amizade são sentimentos fundamentais para levar a vida de forma mais generosa e mais leve.

Todo mundo deveria ter um animal para aprender com eles que os instintos mais primitivos também são os mais importantes. Agora de manhã, vamos visitar a Dra. Neusa Pacheco, minha mais querida veterinária, aquela que cuidou de todos os meus cachorros com o carinho, o profissionalismo e o cuidado de quem cuida de um filho, para ouvir dela o que ela indica no caso do animal.

bento1VAMOS AO HOSPITAL VETERINÁRIO?

Pois é. Vamos. E tu deve te comportar. Vamos ouvir o parecer da Dra. Neusa, para saber como tu te comporta numa anestesia e ouvir dela a indicação mais apropriada. A TPM dos meus útimos dias também esteve ligada diretamete a ti, seu xerife de araque. Mas eu acredito que há um anjo da guarda olhando por nós e que ele vai nos mostrar o melhor caminho a ser seguido.

Chico costuma dizer que eu sou como peru que morre de véspera e que acredita sempre no pior. Mas tenho procurado mudar essa minha visão pessimista diante do mundo porque ela não agrega nada de valor, pelo contrário: ela apenas antecipa um sofrimento ainda que imaginário. O que eu pretendo com este post? Apenas compartilhar o que se passa na minha alma angustiada, o que já contribui para um alívio imediato, vai entender?

Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos. É meu companheirto de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nossa trajetória ainda terá muitas risadas e tiradas do animal, tenho certeza. Mas por alguma razão eu senti necessidade de compartilhar esse aperto que tenho no peito com quem muito me quer bem – quem lê este blog e torce pela gente.

foto-5NÉ, PATRICIA!?

Patricia é esta boxer linda; e eu e a Patricia nesta foto, quando tínhamos respectivamente 26 e 2 anos de idade, éramos unha e carne. Esta foto da Patricia está em lugar de destaque no meu bunker, e esta corrente pendurada no portarretrato era a corrente que viveu durante 12 anos pendurada no pescoço da Patricia. Patita, como eu a chamava, viveu 12 anos, muito mais do que se imagina para uma boxer e aguentava com a paciência de um boxer a chatisse do Bento a lamber o lombo dela inteiro.

bento1EU ENCHIA O SACO DA MINHA IRMÃ MAIS VELHA

Patricia morreu de câncer aos 12 anos. Mandei cremar a Patricia e hoje suas cinzas estão aqui no bunker, ao lado da nossa foto. Tentei imaginar quais lugares Patricia gostaria de ter suas cinzas jogadas e não cheguei a nenhuma conclusão mais simples do que acreditar que ela gostaria de permanecer conosco. E assim é.

Remexendo nos meus diários dos tempos de procurar quem eu sou e onde é que me encaixava, encontrei várias passagens transcritas de livros e reproduzidas a mão que li e não guardei os títulos, mas quero muito compartilhar – dando crédito a seus devidos autores. Tem um quê de espiritualidade que não sei descrever em qual religião se encaixam – se budismo, induismo, espiritismo. Mas descrevem com propriedade como eu enxergo a vida e o nosso caminho rumo ao fim, que é inerente a todos nós.

mulher-espertaME ACOMPANHAM?

“Se pudéssemos ver a nós mesmos e a outros objetos como realmente são, deveríamos nos ver num mundo de natureza espiritual, em que nossa comunhão não começa com o nascimento nem termina com a morte do corpo”. Immanuel Kant.

“Uma vida inteira pode ser necessária apenas para adquirir as virtudes que anulam os erros da vida anterior de um homem. As virtudes que adquirimos, virtudes que se desenvolvem lentamente dentro de nós, são os elos invisíveis que ligam cada uma de nossas existências às outras – existências que só o espírito lembra, pois a matéria não tem memória para coisas espirituais”. Honoré de Balzac.

“Creio que a imortalidade é a passagem de uma alma através de muitas vidas ou experiências. A maneira como cada uma é vivida e aproveitada ajuda a seguinte, cada uma se tornando  mais rica, mais feliz, mais elevada, levando consigo apenas as memórias do que foi antes”. Louise May Acott.

alto-la12PAUSA UM MOMENTO

Eu não sei muito bem em que religião me encaixo. Fui batizada, fiz primeira comunhão na religião católica, mas acredito em algo mais, como expus em meu primeiro livro Peregrina de Araque. Acredito que aquilo que fazemos ou plantamos nesta vida gera consequências na próxima, que não sabemos cientificamente se existe, mas que espiritualmente tenho certeza de que há. Não é pensando nisso que procuro fazer o bem e desejar o bem. Não fico pensando em gerar lucros nesta para cobrar na próxima, pelo contrário.

Quando algo que julgo injusto nesta vida me acontece, não fico aspirando pela justiça divina. Mas acredito que o autor voltará algumas vezes até entender o certo e o errado. E me incluo aí. Sei que meus erros (porque sou humana) renderão outras vidas para que possa reparar com os acertos. É por isso que procuro acertar – para que possa voltar cada vez menos e assim alcançar essa luz maior que acredito ser a paz eterna.

bento1AINDA BEM QUE NÃO PENSO TANTO

Essa é a sorte dos animais, vai dizer? Continuando minhas reflexões de diários de adolescência que me retratam até hoje:

“Cada ser recém-nascido chega limpo e feliz à nova existência e a desfruta como uma dádiva. Mas sua nova existência é paga com uma existêncoa consumida que pereceu, mas que continha a semente indestrutível da qual derivou a nova existência. Ou seja: são um só ser. Apresentar a ponte entre as duas existências seria certamente a solução de um grande enigma.”. Immanuel Kant.

E já acho que me estendi demais. Vejo a vida com humor e acredito que o humor á a grande salvação. Eu mesma me vi salva de muitos perrengues ao lançar mão da Mariana intensamente bem-humorada que existe dentro de mim. O humor não é apenas algo levianamente engraçado, mas, sobretudo, uma maneira de encararmos a vida com mais leveza e graça. Do contrário essa mesma vida, não valeria a pena ser vivida.

E é com esse humor e otimismo que vamos agora ouvir a Dra. Neusa.

Vamos?

bento1ESTOU PRONTO PARA SER UM MACHO SEM BOLAS, SE FOR PRECISO

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

44 Comentários
  1. Bah, Mari, te entendo perfeitamente, na minha família temos um poodle de 11 anos que tb demonstra claros sinais do envelhecimento, é uma pena ter que vê-los passar por isso e tb fico pensando que cada dia dele é um dia a menos.

  2. As vezes, como agora, eu fico abismada com o tanto que me identifico contigo e tuas ideias…Também li Paulo Coelho e também não leio mais…
    Para mim falar dos meus cães é sempre excitante, e eu acho que as vezes encho o saco das pessoas de contar peripécias e coisinhas do dia a dia que me fazem tão bem.
    O meu mais velho esse ano vai fazer 11 anos, tem hérnia de disco e uma ulcera ocular. Imagino que eu vou ter que passar por seis perdas, mas ainda assim não consigo deixar de querer minha vida povoada deles. Eu sempre os terei, nos filhos deles, ou nos seus netos.
    Se eu puder dar um conselho a ti e ao Bentinho será que castre o mais depressa possível. Esse é o conselho que dou a todos os que me perguntam. A única vantagem de não castrar é a procriação, e isso deve ser deixado para quem pode e quer se dedicar responsavelmente. A castração evita muitos, muitos problemas tanto para machinhos quanto feminhas, e se possível deve ser feita no primeiro ano de vida!!
    Bento, meu querido, tu não vais ser menos xerife depois de castrado!!! Prometemos te obedecer sempre!!! Tudo para te dar uma vida mais saudável e feliz!!

  3. Oi, Mari! Boa sorte com o Bento. Sinto exatamente o que sentes em relação ao Bento, em relação a minha pequena de 14 anos de idade, ela está surdinha e com alguns tumores que o veterinário considera melhor não mexer. Que tudo dê certo e possamos passar bastante tempo com nossos amigos. Abraços!

  4. Ooo Mari, me fizeste chorar de manhã cedo? Hehe.
    Tenho o meu Joaquim também. Um lhasa rabugento,simpático,marrento e querido de 11 anos. Também ando pensando o que vou fazer da minha vida o dia que ele se for. Joca para os íntimos, tem problemas de cartilagem. Não pode subir nem descer escadas ou escalar janelas que era a coisa que mais amava no mundo. Olho nos olhos desse ser que já me deu tantas alegrias no mundo e penso;não vai ser possível sobreviver depois que ele se for. Amo demais.
    Estou aqui torcendo que de tudo certo para o Bentinho. Vai dar!!!

  5. Mari, que lindo esse teu post! Emocionante! Tô aqui com os olhos marejados! Vai dar td certo, sim! Na torcida, como sempre! E essa foto que abre o post está lindona demais! bjs!!!

  6. Caramba, Mariana, também estou de tpm e tendo uma semana terrível, li este post aos prantos, no trabalho, daqui a pouco vão me internar, a maquiagem foi pro espaço! Quanto sentimento e humanidade nas tuas palavras! Te entendo e sei que o Bento vai entender que o que quer que seja feito será para o bem dele, eles sempre sabem, Mariana! Meu bebêcat fez 12 anos e minha idosacat uns 15, e quando olho pra eles, não consigo imaginar a casa e minha vida sem eles. Que Deus esteja com vocês e que tudo fique bem. bj e orações pra São Chiquinho.

  7. Mari,
    tive uma gata siamês chamada Linda que viveu por quase 21 anos na familia. Digo quase 21 anos pq quando faltava 2 meses para seu aniversário eu precisei levá-la para sacrificar. Ela adoeceu em 15 dias e o organismo simplesmente avisou que a hora estava chegando. Foi o dia mais difícil que tive na vida, o dia da decisão. Em 11 de Janeiro fez 3 anos da sua partida, mas até hoje sinto sua falta e a sua presença. Sei do teu dilema… às vezes parece mais fácil decidirmos se devemos ou não fazer algo conosco e nunca com nossos amados. Força, São Francisco vai orientar e proteger para o melhor.

  8. Mari, você faz tudo que está ao seu alcance pelo bem estar e alegria do Bento. Ele sente isso. A finitude existe infelizmente e, um dia, quando o Bento virar estrelinha como a Patrícia, você saberá que retribuiu todo o amor, lealdade e amizade que ele te proporcionou. Desde quando comecei a ler o seu blog sempre me preocupei contigo em relação a quando acontecer, porquê ele é uma extensão de você e só quem é mãe de cachorros, como nós, entende. Tenho a minha Donatella, que adotei da rua e que me salva todos os dias.
    Você é uma menina corajosa. Há que se ter muita coragem para pensar na finitude. Algo inevitável mas que preferimos ignorar normalmente.
    Estamos aqui Mari, para te apoiar na decisão que tomar, porquê o seu amor pelo Bento é tão grande que não existe a possibilidade de você fazer uma escolha que não seja a melhor.
    Confia.
    Beijo,
    Simone (@sisimariano)

  9. MARI E BENTO! SEI MUITO BEM O QUE É ESTE SENTIMENTO….MAS ACREDITEM EM SÃO FRANCISCO DE ASSIS ( NÃO IMPORTA QUAL A RELIGIÃO DE VCS ) , ELE VAI ILUMINAR E MOSTRAR O CAMINHO CERTO!!!
    BJO PARA VCS

  10. Oi Mari,
    Tive uma cachorrinha que viveu 16 anos. Relembrei tudo o que vivemos com ela lendo o teu post. É muito difícil passar por isso. Te desejo muita força e sabedoria.
    Beijos para ti e para o nosso amado Bento.

  11. Mari, vejo esse espaço como “nosso” porque quem vem acompanhar você e o Bento partilha de um grande carinho, respeito e admiração por vocês. É justamente por isso que gera tanta troca, por isso é um espaço de energia boa onde eu venho “espairecer” um pouquinho vez por outra. Vai dar tudo certo, vamos ter paz de espírito e bom humor para lidar com o futuro. Beijo!

  12. Um dos textos mais lindos que já li.
    Entre uma imensidão de palavras que eu poderia escolher para elogiar não apenas o texto, mas a relação entre a Mariana, o Bento e a Patrícia, fico com: SENSACIONAL, PURO e VERDADEIRO.
    Parabéns!

  13. Mari vai dar tudo certo! Tenho certeza que independente da decisão que tu tomar vai ser a melhor para o Bento. O meu filho gato foi castrado e ele ficou mais dócil ainda. Ele é tudo para mim, por isso te entendo bem!
    Vou rezar para que tudo fique bem. E vai ficar!

  14. Oi Mari!
    Assim como tu, também sofro por antecipação, mas tenho buscado melhorar nesse sentido porque, como tu disse, não traz nada de bom, muito pelo contrário.
    Com relação ao Bento, óbvio que muitos veterinários já devem ter te dito isso, mas o tumor nos testículos é um dos cânceres mais comuns em machos que já estão ficando velhinhos, e, por isso, sempre recomendam a castração precoce dos animais, justamente para evitar esse tipo de doença. Além disso, a castração previne também o câncer de próstata, ou seja, só benefícios. Meu “filho” tem 5 anos, e já vou castrá-lo, justamente para evitar esses probleminhas.
    Tenho certeza que o Bento vai ficar bem e ainda viver muitos, mas muitos anos felizes ao lado de vocês!
    Beijão, estou rezando por vocês!

  15. Ô Mari…qualé? Já estava com dor de cabeça e agora chorei e piorou! Tudo isso ao lado da minha Catita, que do alto dos seus 10 aninhos me olha com aquela carinha de sapeca! Olha, o Chico é castrado e foi super tranquilo…a cirurgia é simples e rápida…ne, colar elisabetano teve que por! Vai lá Bentinho! Tira as bolitas e tudo se ajeita! Mil beijos! Amo vcs!

  16. Oi Mari, que infeliz notícia!
    Infelizmente essas criaturinhas lindas e fantásticas não podem nos acompanhar por toda nossa caminhada.
    Faça a cirurgia no Bento! Promova qualidade de vida a ele, ainda que ele sofra um pouquinho.
    E que os anjos, santos e todos aqueles que regem a bondade no universo estejam iluminando vocês!
    Beijo pra ti e o Bentinho. :*

  17. Oi Mari,
    Enchi os olhos de lágrimas e não consegui comentar hoje de manhã, pois certamente eu iria chorar que nem criança… Fui para casa almoçar e fiquei pensando no que te escrever… e acho que vou passar o dia todo pensando no teu post.
    Fiquei com o coração apertado quando o meu melhor amigo fez a castração, na época tinha uma cachorra com idade avançada e fiquei com medo dela engravidar, então optei pela castração do filhote. Gelei quando me entregaram o termo de responsabilidade e assinei com a mão tremendo que nem vara verde. Naquele dia(um dos piores da minha vida) ligava de 5 em 5 minutos para a clínica e não via a hora de ir buscar o meu pitoco, graças a Deus, tudo deu certo.
    Depois disso a minha cachorrinha, que na época tinha uns 12 para 13 anos teve que ser castrada, pois estava com um tumor, novamente o medo, pois a idade e o tamanho do tumor eram fatores bem mais complexos. Mas, graças a Deus, novamente tudo deu certo.
    Mari, tenha certeza que eu e todas as tuas leitoras farão uma corrente de oração e de boas vibrações para vocês. Vai dar tudo certo!
    Bento, nosso xerife favorito… A gente te ama e torce sempre por ti!
    Um super beijo

  18. Oi Mari! Acompanho teu blog a um tempo e com certeza esse texto foi o mais lindo que escreveste, dá para sentir que tu abriste teu coração para nós. O Bentinho é um amado, que me faz rir sempre com a sua acidez e rabugisse. Tenho um York chamado Juca com 4 anos e que é o filho que não tenho (até brinco com meu marido que nós somos parentes de verdade pois ele tem pintinhas no peito tipo as que tenho nos braços) e espero que ele entre para o Guiness como o York mais velho do mundo :D.
    Boa sorte na consulta com a Dra. e que, independente da escolha pela cirurgia ou não, São Francisco de Assis proteja o nosso xerife!

  19. Oi Mariana, fiquei tão emocionada lendo teu post que nem sei o que dizer. Toda vez que lia teus posts sempre me perguntava como tu ia encarar algum problema de saúde mais grave do Bento. Bem, agora já imagino. Queria que tu soubesse que estou emitindo muitas vibrações positivas pra vocês, que vocês possam estar protegidos e amparados nessa hora de incertezas e que teu coração possa ficar mais leve. A Luna e a Polly, minhas filhas peludas, estão mandando beijos pro Bento.Abraços.

  20. Puxa, Mariana que triste. É muito injusto que a natureza tenha dado tão poucos anos de vida para eles, mas infelizmente é assim e desde o princípio sabemos que o momento mais triste chegará. Creio que você deve fazer o que for melhor para nosso amigo Bento. Muita sorte para vocês dois.

  21. Ai Mari o seu texto de hoje veio de encontro a um momento difícil que estou passando com minha companheira canina “Emi”, uma pequinesa de 11 anos. Ela tem sopro no coração desde sempre,…mas este se agravou com o avanço da idade. Esta semana ela não passou bem, então após exames, descobrimos um coração hipertrofiado e uma pneumonia. Realmente nestas horas não tem como não pensar na finitude da vida deles. Ela e seu mau humor me acompanham a bastante tempo, ela é mais velha que minha filha!!!
    Tenho a certeza de que vais acertar no melhor para o Bento.
    Não existe preparo quando o assunto é perder um amigo.
    Um grande beijo para vocês dois!!!

  22. Mariana, me coloco no teu lugar e peço que o Universo te dê força para que fiques tranquila.
    Eu amo os bichos, já passei por isto, mas o nosso amor tem que ultrapassar toda dor, e a gratidão de ter oportunidade de ter um bichinho ao nosso lado é tudo.
    bj para vocês

  23. Oi, Mariana! Me emocionei muito com teu texto. Eu também tenho um lhasa apso e sei o quanto é puro o amor que eles têm por nós e como nos preocupamos com eles. Desejo muita saúde para o Bento, que ele possa ser teu companheiro por muitos anos ainda, com certeza você vai tomar a melhor decisão guiada pelo seu coração!Beijos!

  24. Chorei! E também porque, apesar do Bento daqui de casa ter só 5 anos, também penso que vai chegar o dia de ele ir embora. E não consigo nem imaginar essa situação; sofro e sofro muito. É muito sofrido pra todos que amam esses anjinhos, com certeza. Agora, quanto à castração: com essa não precisa sofrer! O Bento daqui fez quando era filhotinho ainda, antes de 1 ano e foi muitoooooo tranquila! No outro dia já tava zero bala! Dizem que muda o comportamento, mas é uma grande bobagem. O Bento ficou exatamente igual, com a diferença que nunca mais tentou se matar na frente de um carro atrás de uma cachorrinha no cio. Pensa bem, mas não tem porque ficar nervosa com isso! De verdade!

  25. Oi Mari,

    Leio seu blog todos os dias, e não costumo comentar, tanto que nem tinha o login ainda. Mas dessa vez não pude deixar de dar oi, e te disser que o amor que tens pelo Bento é tão lindo e puro que me inspira a ponto do nome do meu maltês de 2 anos ser Bento. Assim, sei que o animal vai ficar bem, que o susto vai passar e vcs juntos vão rir por muitos anos da situação. E qdo um dia essa risada parar vc vai te as mais belas recordações de amor e cumplicidade. Li seu post com as lágrimas rolando e me despeço com elas ainda rolando ao pensar nesse amor aos nossos pequenos.

    Um beijo.

  26. Mari!
    Impossível não derramar rios de lágrimas com teu texto. Ainda mais quando se tem cinco desses fiéis amigos em casa. E também por já ter dado adeus antes.
    Sigo teus posts, mas devo ter comentado uma ou duas vezes. Tenho percebido tua angústia com relação a idade do Bento a tempo. “Dos meus”, são dois machos e três fêmeas, todos Yorks. Estou angustiada com a cirurgia de castração das fêmeas, pelo fato de dormirem uma noite no hospital, imagino você! Difícil decisão né?
    Acho que o Chico está certo. Não conte os dias! Não pense no fim, pois você mesmo disse que não acredita nele, não é? Faça o que for possível para tornar a estadia do Bento por aqui mais agradável e curta cada minuto ao lado dele. É muito amor, amor do mais puro!
    São Francisco de Assis iluminará os caminhos do Bento e ele ficará bem! Abraço!

  27. Mari, estou aqui lendo teu post e pensando em tudo que escreveste. Também tenho esse sentimento de que nossos amigos peludos deveriam ser eternos, pois eles nos dão tanto amor e carinho que é difícil imaginar nossas vidas sem eles. O meu Thor tem seis aninhos e já passou por várias cirurgias, e sempre fico com o coração na mão, apreensiva se deveria submeter ele a mais uma ou não. Eu e o Thor estamos aqui torcendo pelo Bento, vai dar tudo certo na cirurgia dele, e com certeza vai ficar por muito tempo contigo! Bento, o Thor mandou te dizer que ele também é castrado mas domina o pedaço, e tu também vai continuar sendo o xerife! bjs

  28. Mariana, fiquei muito emocionada com o teu depoimento com caráter de desabafo. Tenho meu filhote de 03 anos com os mesmos olhos de jabuticaba do Bento, e eles me olham tão profundamente que desnudam minha alma com tanto amor sincero e tanta devoção, que eu não saberia mais viver sem este olhar. Ele é um dos amores da minha vida, talvez o mais sincero,e tudo que decido por ele ,em nome deste amor, tenho certeza que é o melhor. Então Mariana, amparada neste imenso amor que tu tens pelo Bento, confia nas tuas decisões, só tu, como “mãe” , sabe o que ele realmente necessita. E não pensa em finitude, cada dia é um fim!!!

  29. Mari querida, me emocionei muito com o teu texto. Tu compartilha a tua “alma” com os teus posts, mas também faz com que, nós leitores, mergulhemos em nós próprios. E essa é a beleza da leitura, tudo fica mais intenso quando nos identificamos. 🙂 Tenho um “filho” de quatro patas também, tem só um ano, mas de vez em quando me pego pensando como vai ser quando tiver 11, 12, 13.. enfim. Tb sou o tal do “peru que morre de véspera”. Ah, por que não damos mais leveza à vida? É algo que tb preciso trabalhar.

    Castrei o Bruce quando ele tinha 7 meses – exigência da “creche” que o moço frequenta. Foi uma decisão mega difícil, por não ser doença, sabe? Não era algo necessário. Mas sei que ele adora a creche, e pensei que, se ele pudesse escolher.. seria mais feliz assim. E, Mari, foi muito tranquilo – lembro que fui pegá-lo na veterinária depois da operação, achando que teria que carregá-lo no colo, mas não! veio o moço bem faceiro, correndo e já fazendo festa. Foi um alívio imediato pro meu coração.. Nessas horas temos que confiar nas competentes “doutoras Neusas” que colocam nos nossos caminhos. Sobre castração, se eu puder te dar uma dica de clínica (de olhos fechados) – Fertivida, com o Dr. Alexandre. Ele é espetacular, especializado nessa área, e as recuperações sempre são fáceis. Fica na Lucas de Oliveira próximo à Ipiranga. Foi recomendação da criadora e da dona da creche (a Luther) – a maioria dos cachorros que frequentam esta creche fazem a cirurgia com ele.

    Bjo e muita sorte pra vocês. Torcida positiva é o que não falta!!

  30. Mari querida, entendo, e como entendo teu dilema!
    Faz um mês perdi meu companheiro inseparável, aos 11 anos de idade, um yorkshire querido, amoroso, amigo, enfim, tudo de bom. Toulouse Lautrec foi ser uma estrelinha brilhante e alegre em outra dimensão.
    Acredito que estes “companheiros de luz” têm uma missão junto de cada um de nós, seus donos. Eles não são nossos por acaso, são nossos porque, quis o universo, de alguma forma juntar dois seres que se vinculam pelo cuidar e ser cuidado. E por esta razão, pela maior e mais autêntica forma de amor, do se doar incondicionalmente é que é muito difícil quando eles envelhecem e, principalmente quando ficam doentes. Porém, enquanto pudermos fazer algo para que vivam com dignidade e sem sofrimento, devemos fazer sem nem piscar! Acompanho tua trajetória de aventuras com o Bento todos os dias, e sei o quanto ele é importante e amado.
    Assim, te digo, vai, confia e faz o que for melhor, primeiro para ele e depois para ti. Desejo do fundo do coração que tudo fique bem, e, que possas, ainda, pelo tempo que for, contar com os rosnados e idiossincrasias do Animal! Bento, que teu anjinho da guarda te proteja, meu querido e que com bolas ou sem elas continues alegrando tua Dona porque a cumplicidade de vocês, esta já é eterna!
    Com muito carinho e torcendo por vocês,
    a dona do Toulouse Lautrec.

  31. Finitude… Ah, é muito dolorido acordar sem seu carinho, chegar rm casa sem seu latido, sem seu rabinho de ponpon abanando! O dia fica comprido pois não temos mais os compromissos que tinhamos, a quinta-feira já não tem mais idas a pet para banho, seu perfume desaparece do carro, sua caminha vazia, e o vazio imenso no coração! Nosso bob se foi há 10 dias, quase 14 anos de amizade, mas a idade (artrose, diabetes, cegueira e outras) atingiu nosso amigão e lá se foi ele!!! Guria! Força na peruca! Eles são seres abençoados, q nos trazer alegrias imensas e só querem comida e carinho! Aproveita teu Bento, afofa muito ele!!! Vai dar td certo na cirurgia…. E ele vai voltar todo serelepe pra casa e te ajudar a escrever muitos posts ainda!!!! Bjbj (nesse Beto fofo tbm)n

  32. Oi Mariana! Pode castrar sem medo! A cirurgia é simples e rápida! A perda desses nossos “filhos” de 4 patas é terrível. Recentemente perdi meu poodle de doze anos, o Pinho, até hoje o que me conforta é a s lembranças dos nossos bons momentos. Te acompanho e admiro.Sucesso.
    Um beijo pra ti. E manda notícias do Bento! bjs. Clara

  33. Mariana, querida. Eu sou aquela guria que levou o Peregrina pra Turquia e não parou mais de te dizer isso, lembra?
    Me acabei em lágrimas aqui, especialmente porque teu post veio no momento mais oportuno impossível. Me identifiquei sempre com o Blog: o Bento tem a mesma idade do meu cãozinho desaparecido e também porque sou, como tu, peru que morre de véspera. Só que eu morri duas vezes. Meu velhinho, o Tigre, fugiu há dois meses na praia, com quase 14 anos. Vinha sofrendo com crises de pancreatite e, uma semana antes do sumiço, levantaram a hipótese de um tumor no intestino. Eu sofri tanto com a possibilidade do tumor, que todos os dias ia à casa da minha mãe, sentava ao lado da caminha e ficava por horas fazendo carinho e dizendo que estaria sempre com ele. Morri, aos poucos, de véspera. E parte de mim morreu de vez quando recebi a notícia de que ele tinha fugido uma semana depois. Foi – e está sendo – uma saga torturante: mais de 3 mil cartazes, anúncios na ZH, no Diário e nos jornais do litoral. Até um blog eu fiz e nada, absolutamente nada, dele.
    Te escrevo não pra contar uma história triste, mas pra tentares ver o lado bom de o Bentinho poder passar por isso ao lado da família e o lado bom de vocês poderem passar ao lado dele. Pra agradeceres ao céu por olhar pra caminha dele e ele estar ali, resmungando ou pedindo pra passear. Daria o mundo por isso novamente.
    Enfim, não pude me manter quieta por aqui, as palavras também me acalmam.
    Mas, o mais importante de tudo, é que o Bento vai tirar de letra o fato de ficar sem as bolinhas. Só não se atrevam a tirá-lo do cargo de xerife do Blog 🙂
    Desculpa pelo desabafo.
    Um beijo e fica bem, porque, ao que tudo indica, não é grave!

  34. Oi, Mariana!
    Adorei o que tu escreveu. Mas o que mais me pegou foi quando tu falou sobre sermos responsáveis pelas decisões dessas alminhas, que não podem dizer sim, não, se aprovam ou desaprovam o que precisamos decidir…
    A minha companheira, Mona, partiu há 2 meses, um pouquinho antes de completar 18 anos (e ganhar a tão sonhada carteira de motorista). Nunca imaginei precisar tantas decisões, nem a mais dolorosa de todas… Não e´fácil o peso, mas acredito que decidi o que precisava ser decidido. Mesmo que isso doa todos os segundos do meu dia.
    A gente tem tanto e tanto amor, que só vai conseguir decidir por ele, o próprio e puro amor.
    Eu não me importo em ir para o inferno (se ele existir) ou voltar pra cá (que também dizem ser o inferno), eu me importo que a Mona saiba que eu sempre tentei decidir pelo melhor e que a amo com toda a força que o amor tem.
    O Bento vai ficar bem. Vai dar tudo certo.
    Obrigada por essa tua reflexão. Me ajudou a doer menos.
    Um beijo,
    Marina

  35. Leio “Por aí” todos os dias apesar de nunca ter comentado. E por isto estou fazendo hj. Por que simplesmente me emocionei… sou simpatizante do espiritismo e achei que tdo que vc falou tem muito a ver com esta crença que acho maravilhosa… e torço muiiiito pelo Bento… com certeza vc saberá tomar a decisão certa… cafunezinho ( de leve que sei que ele rosna e não gosta) no Bento, e grande abraço a vc!

  36. Mari, como eu te entendo! Aliás, sempre acho que seríamos amigas se nos conhecessemos, tanta é a identificação que tenho contigo. Este ano mudei pra Shanghai e não pude trazer a minha calopsita de 12 anos! Nós dois somos muito grudados, ele me conhece melhor que muita gente bem chegada. Apesar do Flap já ter ido e voltado comigo dos EUA, desta vez não foi possível trazê-lo. Desde o dia que decidimos que seria pior que ele viesse e que talvez não pudéssemos levá-lo de volta quando voltarmos ao Brasil ( ou para outro país) eu olhava pra ele e contava ( literalmente, nos últimos dias) as horas e os dias que ainda tínhamos juntos! Ele é o meu filho, mas como tem gente que acha isto ridículo! Coitadas destas pessoas que não entendem um amor tão puro e verdadeiro! Quero te dizer que o animal vai ficar bem, que deves fazer o que o teu coração de mãe te diz. Ele nunca erra! Eu e todas estas meninas que escreveram textos lindos aqui, estamos pensando e torcendo por vocês! Afinal, o Bento também é um pouquinho nosso! Beijos

  37. Oi Mari,

    Este foi o texto mais bonito que já li no blog. Achei muito emocionante. Realmente, é um texto de coração. Eu também tenho cachorros idosos (um com 12 e outro com 10 anos) e seguido me pego pensando em como será quando eles não estiverem mais aqui. É triste, mas faz parte da vida. Também acho que eles sendo serem tão maravilhosos, pois nos fazem melhores, deveriam permanecer mais tempo aqui. Boa sorte na consulta! Bjs.

  38. O Mari, não tem como não chorar, enquanto chorava e lia, lia e chorava parei um minuto para pensar que sem querer fiz algo que pode lhe servir de inspiração, adotei um filhote hoje ele tem 1 ano e alguns meses e minha mais velha tem 8, não fiz intencional e nem é garantia de nada, pois cachorro é igual filho insubstituível, mais tenho certeza que meu sofrimento será menor quando ela partir ,pois ficarei com o outro que já amo na mesma proporção, será que não está na hora de arrumar uma companhia pro Bento, nem estou falando pela circunstância do tumor e sim pela idade a gente sabe que eles não são ETERNOS! “Os animais vivem menos, porque já nascem sabendo amar de um jeito que levamos a vida inteira para aprender.”
    Bárbara Fievet ….. Bejo Mari e Bentinho

  39. Caramba Mariana, lindos os depoimentos de todas estas pessoas que se identificam com o blog e mais ainda com teu dilema. Por estas tuas declarações que sou leitora fiel. Diariamento leio tuas dicas e sugestões.

  40. Mari, vim aqui te ver (estou no interior do Paraná, a trabalho, e senti saudades dos teus posts).
    Preciso te falar algumas coisas:
    1) quem tem complexo de castração é gente. Bichinhos não têm complexo de nada, exceto o Bento de ser xerife da Quintino (o meu Pipoca é o xerife da Marquês do Herval);
    2) se o Bento pudesse escolher, ele diria pra ti o que sempre tem dito de outras formas: ele quer viver, e de preferência grudado em ti;
    3) castramos nossos dois poodles, o Pipoca e a filha dele, a Colombina. Eles não deveriam cruzar e a castração reduz o risco da câncer em macho e fêmea, como sabemos. Mas o Pipoca foi castrado porque começou a fazer xixi até no meu travesseiro. A veterinária, a Jane Sandoval, indicou a castração pelo bem da minha roupa de cama;
    4) assim como tu, eu morria de pena de tirar as bolinhas do meu lindo. E morria de pena que ele ficasse paradão, sem estímulo de hormônio. Sei lá, que virasse do dia pra noite um gato persa;
    5) nunca vi cirurgia mais fácil: enquanto a filha dele ficou um pouquinho mais em recuperação, ele já chegou em casa fazendo xixi por tudo;
    6) Faz uns 6 anos que o Pipoca é castrado. Ele nunca perdeu a vitalidade e, pior, a pose de machão. É como se nada tivesse acontecido. De vez em quando, ele faz umas coisas nas costas da fiilha dele. Até namorada tem;
    7) a gente tem fantasias que não correspondem à realidade. Sei o que tu tá pensando mas a coisa não é bem assim. As bolinhas voltam pra casa meio murchas. Depois murcham de vez. E nada mais acontece. Punto e basta;
    8) se tua veterinaria disse que ele tem condições e o coraçãozinho dele aguenta, faz essa pequena cirurgia. Ele tem um câncer, afinal, coisa que cresce e que pode incomodar adiante;
    9) o poodle da mãe, o Bob, tirou uma bolinha (ele só tinha uma mesmo) por causa de câncer, o mesmo que o Bento. Ele tampouco deixou de ser metido a machão e viveu muitos anos depois disso, completamente na boa. Nunca se falou nada, nunca se notou que ele tivesse mudado o comportamento por causa da castração;
    10) o Pipoca nunca mudou o comportamento. Só deixou de fazer xixi no meu travesseiro.
    Isso posto, acho que o Bento aguenta legal, caso o coração valente dele suporte. Te aconselha com a vet, mas lembra que os bichinhos querem ficar com a gente. Isso é tudo o que ele te diria. Entre as bolas dele e continuar no mundo, ele quer continuar no mundo.

  41. Oi, Mari e demais leitoras! Já acompanho teu blog e as peripécias do Bentinho a algum tempo, mas depois da migração ainda não tinha comentado… Os questionamentos sobre finitude que vc fez são mto pertinentes, e me pego em vários momentos pensando sobre isso. Ainda quando se trata dos nossos amigos de quatro patas… Já passei pela dor dessa perda 4 vezes, a mais recente ano passado, faltando 4 dias pro meu casamento… Não é fácil, mas eu li dia desses um texto compartilhado no facebook, não sei ao certo se é totalmente verídico ou não, mas achei tão delicado e que explica tão bem o que significam nossos cãezinhos, que achei por bem compartilhar tb contigo e com as leitoras. O contexto é de um menino de 6 anos que, logo após a perda do seu cãozinho, ao ouvir os pais falando sobre os cães viverem menos que os humanos, disse:
    “As pessoas nascem para que aprendam a viver uma boa vida, como amar alguém o tempo inteiro e ser legal, certo? Bem, cachorros já sabem como fazer isso, então eles não têm que ficar tanto tempo como nós”.
    É isso. Os cães são seres iluminados nas nossas vidas… Aproveite todo o tempo que tem com Bento! Bjo grande!
    OBS: O link da página onde li sobre este menino é este: http://awebic.com/animais/falaram-para-esse-garoto-que-seu-cao-morreria-em-breve-sua-resposta-deixou-todos-de-queixo-caido/

  42. Mariana, acho que cheguei um pouco depois do furor deste posto no blog, dado a quantidade de comentários que foram feitos na sequencia da postagem, todos muito queridos. Pudera, um tema tão comum e sensível. Bom, não quero me estender muito, mas queria apenas ser mais uma a expressar e compartilhar essa experiência, que na realidade sei, não muda nada.
    Pensando em termos naturais, Mariana, os bichinhos, todos, silvestres ou esses nossos queridos domésticos que tratamos como pessoas (e cá pra nós, não são), continuam não passando de um bicho com pouca ou nenhuma consciência do amanhã. Parece bobo isso, mas a gente fantasia que eles nos entendem, nos reconhecem como únicos, morrem por nós. O que não é fato, só é poético. Eu estou falando isso não é pra ser arrogante ou chata, porque também adoro cachorro e já passei pela mesma situação, similar ou mais dolorosa, e foi justamente me voltando pra naturalidade da finitude da vida animal que passei a viver em equilíbrio os últimos anos do meu querido linguicinha, nisso que tu define como “cada dia um dia a menos”. Desculpa me meter, mas não faça isso. Pense o contrário, cada dia é um dia a mais! Curta o Bento, e acostume-se com a ideia de que morrer é tão natural quanto nascer. Dê-se o direito de pensar assim, os animais só vivem o dia de hoje, nós é que piramos (e eu me incluo). Isso na hora “H” foi um conforto pra mim. Ou seja, pra eles não muda nada viver um dia a mais ou um dia a menos. Interessa é viver. Mais uma lição que deveríamos aprender com esses parceiros, e o meu deixou de fato essa sementinha.

  43. Ah!!! Boa sorte com o Bento!!!
    Aqui em casa tem o Dinho, de quase 14 anos, a Laila com 12 anos (e que está com um tumor no fígado) e a Tutty com 4 anos…
    Me identifiquei completamente… Torcendo aqui !
    Bjs

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