Como o Studio Hi.Be promoveu o reencontro com minha essência e propósito

Demorou para que eu entendesse a impermanência da vida. Demorou até compreender que estamos sempre em trânsito, o mundo em constante movimento e quem sou hoje, com todas as minhas convicções absolutas, posso deixar de ser amanhã. Demorou até concluir que não há nada de errado em mudar de opinião a respeito de nós mesmos. Não há nada de errado em trocar de roupa, mudar de rota e se reinventar.

Sempre mantive o hábito da reflexão e do olhar interior a fim de observar virtudes e defeitos e, a partir dessas descobertas, tentar acertar mais e errar menos. Foi por isso que o Studio Hi.Be entrou na minha vida.

Corria o último verão em Punta del Este quando fui oficialmente apresentada a Julia Milman Bacaltchuk, psicóloga, analista de comportamento, especializada em branding, design estratégico e design de emoções. Julia é muito amiga da minha irmã, Lúcia, e as duas bebiam e jogavam conversa fora na sacada do nosso apartamento, quando resolvi me juntar a elas.

Conversa vai, conversa vem, comentei com a Julia que me enxergava em uma espécie de interrogação profissional. Sim, eu sabia que estava na profissão certa, que gostava de escrever, adorava meu site, mas sentia que alguma coisa estava fora do lugar.

Viria a saber quatro meses mais tarde, com Julia e sua tropa de elite do Studio Hi.Be, acampadas na sala da minha casa, que, lenta e progressivamente, estava me distanciando daquilo que é a joia da nossa existência, aquilo que dá sentido a tudo. Estava me distanciando da minha essência e do meu propósito.

O Studio Hi.Be, formado pelo quarteto fantástico Julia, Beta, Carmela e Carol, tem como especialidade colocar uma marca no divã. Trata-se de um processo de autoconhecimento nem sempre fácil, em que jamais escapamos de olhar pra dentro.

hibe1EU E BENTO EM CASA, CERCADOS DAS ESPECIALISTAS DO STUDIO HI.BE
Da esquerda para a direita, Beta, Carol, Carmela e Julia

Dizem que passamos a vida procurando pessoas que nos ajudem a dissolver as nossas dúvidas. Porém, raramente temos dúvidas.

O que temos são certezas que nos incomodam. Alguns transformam suas certezas internas em incertezas performáticas e passam a viver com mais drama e charme. Outros convivem com o incômodo de saberem exatamente o que querem e pagam o preço que isso custa. Custa caro, mas não existe outro jeito de fazer a vida valer a pena.

Eu resolvi mais uma vez pagar o preço e fazer mais uma etapa da minha vida valer a pena. Estive com o quarteto fantástico em três ocasiões. Na primeira, durante uma tarde no escritório das gurias, colocando verbalmente para fora todas as minhas certezas e suposições a respeito de mim mesma e da minha profissão.

Convidei pelo Stories do Instagram minhas queridas leitoras e seguidoras a participar de uma pesquisa sobre mim e meu trabalho. O Studio Hi.Be enviou um questionário a todos em que perguntava o que mais gostavam e desgostavam em mim, por que me liam, seguiam, o que eu tinha de especial, onde eu me destacava e onde eu pecava.

A pedido do quarteto fantástico, elegi 5 pessoas muito próximas para que dessem um depoimento a meu respeito de acordo com seus respectivos pontos de vista. Nenhum desses conteúdos eu tomei conhecimento até o segundo dia do nosso encontro – uma imersão manhã e tarde aqui em casa.

hibeOUVINDO A CARMELA E SENDO DESENHADA PELA CAROL
O dia de imersão estava apenas começando, e a minha transformação também

Neste dia, assisti vídeos de amigas queridas e do meu marido a meu respeito. Assisti também várias leitoras/seguidoras falando da Mari, e li, li muito as respostas enviadas por mensagem ao questionário proposto pela Hi.Be – e tudo voltou a fazer sentido.

A parte mais evidente desse processo de transformação e de reencontro comigo mesma eu mostro já, com mudanças no site Mariana Kalil. Ele voltou a chamar-se Por Aí, como carinhosamente foi conhecido lá atrás, em 2011. Ele agora é assinado pela Mari Kalil, já que sou vista como uma espécie de amiga muito próxima de quem me acompanha – e com razão. Considero a todas minha amigas e amigos também. Por isso, sou a Mari.

O site passou a ser mais autoral e a trazer a visão da Mari do mundo e das coisas. Em suma, ele voltou a ser uma espécie de blog.

Olha!

captura-de-tela-2018-06-29-as-19-34-35POR AÍ COM MARI KALIL TEM SETE CATEGORIAS

AMIGA MARI
Dicas de como se vestir levando em conta que somos todas mulheres reais
COLUNA DA MARI
Que vocês conhecem bem e recebem todos os sábados por email. Saibam que ela estará sempre disponível no site.
MARI ENTREVISTA
Entrevistas relevantes feitas ao longo da minha carreira e outras inéditas.
POR AÍ
O blog que originou tudo isso, em que converso com vocês em um texto leve, humorado e descontraído.
TURMA DA MARI
Uma trupe de amigas e super profissionais que escrevem sobre suas especialidades.
4 PATAS
O mundo dos cães e gatos
MARI NA TELA
Com a reprodução da coluna Por Aí no Band Mulher da BandRS.

Eu me reconectei com a minha essência jornalística e o meu propósito de viver para compartilhar. Eu me tornei um ser humano mais leve e mais feliz em sintonia com minhas verdades. Eu tive ainda mais certeza de que estou no caminho certo ao falar com transparência e verdade. Eu deixei algumas coisas de lado; e assumi outras que havia abandonado erroneamente pelo caminho.

Neste domingo, às 19 horas, eu estarei em meu quarto de meditação para uma transmissão ao vivo pelo Stories do Instagram falando sobre todo esse processo de auto conhecimento. Quero mostrar os cartazes que o quarteto fantástico da Hi.Be criou como conclusão desta ampla pesquisa, quero conversar com vocês, agradecer e, sobretudo, ouvir.

Vai ser bem legal – e deixo aqui o convite: se você ainda não me segue no Instagram, vem entrar pra essa turma que é querida e animada demais. Basta clicar: @MARI_KALIL.

BENTO-E-PAPAQUINÓS TAMBÉM ESTAREMOS A POSTOS

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

6 Comentários
  1. Adorei teu relato. Essa busca faz parte da vida e quem se nega a faze-la (muitas vezes por medo ou falta de entendimento) acaba por reduzir as oportunidades de ser feliz. Eu te acompanho mesmo de longe (moro em Los Angeles) e percebi claramente esse teu “distanciamento” da tua essência nos últimos tempos. Mas que bom que conseguiste retomar o timao! Boa sorte na jornada.

  2. Fazes muito bem, eu tinha saudade do antigo Por aí, dos textos com a tua cara…ao menos que eu acho que tem a tua cara…
    No novo site as vezes tudo parecia meio artificial e não me cativava…

  3. Olá Mari, gostei bastante do que li, e achei bárbaro voltares com o por aí. Confesso que fiquei bem triste quando saíste do caderno Donna, mas em seguida passei a ter acesso a tuas novidades pela internet. Adoro o que escreves e mostras. Sucesso, grande beijo.

    Charlotte Garayp

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