Os conjuntinhos estão com tudo! Vamos combinar? AMIGA MARI ensina a usar

Antes conjuntinhos, agora coordenados. A moda adora mudar a nomenclatura das peças para dar aquele perfume de novidade – e os nomes das cores a cada temporada estão aí para não deixar mentir. Roxo vira berinjela; vermelho vira melancia; vinho vira cabernet, verde vira militar e por aí vai. Minha mãe sempre adorou “conjuntinhos” e tornou-se até piada entre minha irmã e eu. Nunca conseguiu presentear a gente com uma peça apenas. Sempre vinha o complemento pra “fazer o conjuntinho”.

Dizem que vamos pegando algumas manias de nossas mães, e eu sou a prova viva disso. Ela me fez dar valor à existência do colete e o complemento bacana que esta peça é capaz de conferir ao visual. E também – tema deste post – compreender a praticidade e a elegância de um conjuntinho.

Olha!

mari-amareloESTE CONJUNTINHO AMARELO ADIVINHA? FOI MAMÃE QUE ME DEU! KKKK
Por falar em amarelo, recomendo a vocês investir em alguma peça desta cor, ou, se já tiverem no armário, usá-la. Muda o astral – e eu também sou prova viva disso. Tanto que resolvi usar numa segunda-feira (dia que não curto) e me senti em plena sexta (dia que adoro!). Amarelo, aliás, é um dos pontos de cor mais presente no guarda-roupa primavera-verão.

Conjuntinho funciona como peça única, estilo vestido, macacão, sabe assim? O adorado “vestiu, saiu”. A vantagem é que, diferentemente do vestido e do macacão, podemos coordenar suas peças com outras mil e montar várias possibilidades.

tfs mariCONJUNTINHO DE BLAZER E PANTACOURT
Investi neste modelo em linho da Twenty Four Seven para ter no meu guarda-roupa e fui com ele apresentar minha coluna no programa Band Mulher. Muitas mulheres têm receio de pantacourt e evitam até mesmo experimentar. Eu era uma delas, mas deixei essa resistência de lado e sugiro que vocês façam o mesmo. Adoro usar com salto plataforma, como esta espadrille, que combina com o linho das peças.

A origem do conjuntinho data do século 12, quando nasceram como trajes femininos de equitação. Por conta da montaria, era necessário que fossem confeccionados com tecidos grossos e pesados e apenas mãos masculinas tinham habilidade para tal. Vem daí o nome “tailleur”(alfaiate em francês).

Os séculos foram passando e o tailleur foi sendo incorporado no dia a dia do guarda-roupa clássico feminino. Ganhou golas, cintura marcada, bolsos… Foi então que mademoiselle Chanel decretou que vestiria com seus twin sets as mulheres clássicas e modernas do século 20.

chanel-tailleurCOCO CHANEL E O CLÁSSICO TAILLEUR DA MAISON FRANCESA

Os anos continuaram passando e chegamos agora em 2018 do século 21 com os conjuntinhos, chamados de “coordenados” compondo muito além de saias e casaquetos. Ficou para trás toda aquela formalidade da roupa. Blusas e calças, camisas e shorts, tecidos variados, eles são criados para agradar a todos os estilos. Para formar um conjuntinho (ou coordenado), a parte de cima e de baixo precisam ser da mesma estampa, do mesmo tecido ou da mesma cor.

conjuntinhoTRÊS CONJUNTINHOS; TRÊS ESTILOS
A fashionista Anna Dello Russo (1) ousa mesmo, com estampa floral bem chamativa e coordenado de saia, blusa, jaqueta bomber e até sapato na mesma estampa. A brasileira Helena Bordon (2) prefere conjunto de saia e blusa de estampa mais miúda e tecido mais fluído; Miroslava Duma usa pantalona e blaser azul

Há algumas dicas de Amiga Mari que considero bem úteis (e que muitas vezes passam despercebidas)  na hora de investir no conjuntinho.

1) Estampa floral miúda: não curto muito, pois duas peças coordenadas podem dar um ar de pijama, sabe assim?
2) Modelagem: se curte calça mais ampla, prefira uma parte de cima mais justinha ou ajustada. E vice-versa.
3) Tecidos pesados, como tweed e jacquard são lindos e clássicos, mas envelhecem. Tenha isso em mente na hora de escolher os acessórios, caso sua ideia não seja passar muita maturidade fashion.

Separei algumas produções desfiladas nas ruas das últimas semanas de moda de Paris e Nova York. Dá uma espiada como os conjuntinhos seguem firme como tendência!

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VERMELHO DE ALFAIATARIA AJUSTADA. OK, OK, TAMBÉM ACHEI O SLIDE TIPO PANTUFA UM POUCO DEMAIS! HAJA ESTILO!
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OUTRA TENDÊNCIA NOS CONJUNTINHOS É A JAQUETA JOGGING COMO UMA DAS PEÇAS.
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AMARELO SEMPRE PRESENTE. AQUI, COM SAIA E BLAZER ALONGADO COM OMBREIRAS
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PARKA E CALÇA DE ALFAIATARIA ESTILO JOGGING. OLHA COMO FICA BACANA COLOCAR UMA PEÇA DE COR FORTE CONTRASTANDO COM NEUTROS
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MAIS UMA VEZ, LOOK MONOCROMÁTICO AMARELO
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ACHO CHIQUE DEMAIS CONJUNTINHOS EM CORES PÁLIDAS, COMO ESTE ROSÉ, COMPOSTO DE CALÇA CLOCHARD E CAMISA DE ALFAIATARIA
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MAIS UM CONJUNTINHO DE COR SUAVE, AGORA AZUL. PERCEBA QUE ACESSÓRIOS BRANCOS, COMO BOLSA E SCARPIN, ESTÃO EM ALTA CONTA!
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VERMELHO COM CINTURA BEM MARCADA POR CINTO DEIXA UM AR MAIS SENSUAL QUE PODE FREQUENTAR QUALQUER PROGRAMA NOTURNO TAMBÉM
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AMARELO, AGORA EM TOM PASTEL E PADRONAGEM XADREZ. DE NOVO, ACESSÓRIOS BRANCOS. SE CURTE, INVISTA.
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OLHA QUE BACANA COMBINAR ESTILOS DE LISTRAS EM CONJUNTOS E ACESSÓRIOS!
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O MÁXIMO DO CONFORTO, OUTRA TENDÊNCIA EM ALTA: AGORA COM CONJUNTO DE SEDA E TÊNIS. A NOBREZA DA SEDA PERMITE O USO DO TÊNIS
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DEFINA AMOR POR CONJUNTINHO! AQUI, ALÉM DE CALÇA E CAMISA, CASACO NA MESMA ESTAMPA, SÓ QUE UM POUCO MAIS GRAÚDA.

Vamos ver algumas outras inspirações atemporais para usar conjuntinhos?
Vamos, Amiga Mari!

conjunto1
O CONJUNTO RISCA DE GIZ FICA MODERNO COM CAMISETA DE BANDA DE ROCK
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A TENDÊNCIA ESPORTIVA CHEGA AOS CONJUNTOS E ÀS PRINCIPAIS MARCAS DOS SEGMENTO E SAI PRA FORA DAS ACADEMIAS
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NUANCES DE MESMA COR, COMO A BLUSA, A CARTEIRA E O SCARPIN USADOS COM CONJUNTO ROSA DEIXA O VISUAL ELEGANTE
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DE NOVO, A TENDÊNCIA ESPORTE CHIQUE, AGORA EM LOOK PRETO E SANDÁLIA DE SALTO
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CONJUNTO DE TWEED COM CAMISA DE SEDA, A GOLA EM FORMATO DE LAÇO DA CAMISA DEIXA O LOOK MENOS CARETINHA
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NO VERÃO, CONJUNTINHOS ESTAMPADOS DE CALÇA OU SHORT SÃO ÓTIMOS PARCEIROS PARA FESTINHAS, ALMOÇOS, JANTARES E HAPPY HOUR
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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

3 Comentários
  1. Aquele azul, que o casaco tem a mesma estamos, só que maior, ficou com cara de pijamas. Mas tem uns lisos muito lindos!!!! Adorei o rosa com assessorios nude.

  2. ADOREI,MARIANA!!!APESAR DOS MEUS 75…ALGUNS “”MAIS””QUE OS TEUS, ME ENCONTREI,ADORO OS CONJUNTOS!!!OS SELECIONADOS ….BELISSIMOS!!!OBRIGADA PELAS DICAS,BJOSS DE UMA BAGEENSE (MORADORA DE POA)QUE TE ADMIRA!!!NILCE FERRUGEM TORRESCASANA.

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  • VENEZUELA LIVRE! #VenezuelaBrasilTeAcompana #VenezuelaGritaLibertad #venezuelalibre #venezuelagritalibertad #23ecallehastaquesevaya #23enero2019
  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda