Canja de galinha: por que precisamos tanto dela quando estamos doentes?

Desde sempre ouvimos falar que canja de galinha se oferece para pessoas enfermas, mas poucas vezes paramos para pensar nos motivos. Sabe aquela coisa de crença popular e deixa como está? Mais ou menos isso. Então, pesquisamos as razões de médicos, mães  e avós receitares para seus pacientes, filhos e netos uma canjinha de galinha para curar todos os males.

canjaCANJA DE GALINHA: SALVADORA DA PÁTRIA

O nome “canja” vem de “kanji”, um ensopado de arroz e galinha indiano típico da Província de Malabar, região onde fica Goa, antiga colônia portuguesa na Índia. Em um estudo publicado no Journal of the American College of Chest Physicians, pesquisadores descobriram que a sopa de frango poderia ajudar a reduzir a inflamação do trato respiratório superior, o que leva a essas qualidades irritantes de um resfriado, como uma cabeça se sentindo congestionada e incessantes espirros.

Muitos médicos acreditam que os resfriados são causados por infecções virais – e o corpo responde às infecções enviando mais glóbulos brancos para assumir o controle da situação, embora eles não sejam realmente eficazes para matar o vírus. Stephen Rennard, professor de Medicina na University of Nebraska Medical Center e um dos líderes do estudo, constatou que menos glóbulos brancos tentaram ser heróis quando o corpo tinha sopa de frango em seu sistema.

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A sopa tinha alguma habilidade “muito modesta, mas claramente mensurável” para promover uma atividade anti-inflamatória, explicou o médico em um vídeo sobre a pesquisa. Mais: fluídos não específicos da sopa soltaram o congestionamento e ofereceram hidratação – daí a crença de que beber o caldinho da sopa é tudo de bom.

Há várias receitas de canjas de galinha. Separamos uma mais elaborada e tradicional e outra simples e rápida (nunca se sabe as urgências de cada um, vai dizer?). O crédito é do site Tudo Gostoso.

Vem aprender!

canja-de-galinha-completa_altaCANJA DE GALINHA TRADICIONAL: RENDE SEIS PORÇÕES

Ingredientes
1 frango caipira inteiro (dispense apenas a cabeça)
Suco de 2 limões
1 cebola grande
4 dentes de alho inteiros e com casca
2 tomates maduros, sem pele
1 cenoura grossa, cortada em rodelas
4 batatas médias, cortadas em pedaços
Salsinha e cebolinha
1 ½ xícara de arroz
1 pimenta de cheiro, cortada em tiras, sem semente
1 colher de sopa de páprica
1 colher de sopa de estragão
Sal
Água

Modo de preparo
Coloque o frango inteiro em uma vasilha funda. Esprema o suco dos 2 limões e esfregue bem no frango. Deixe descansar por uma hora. Lave o frango e, em uma panela de ferro, com um filete de azeite, frite-o inteiro, menos o fígado, até alourá-lo. Acrescente a cebola e frite por mais dois minutos, em fogo alto. Coloque os tomates, a páprica e o estragão. Mexa o preparado e frite por mais 2 minutos.

Acrescente três litros de água fervente (ou o bastante para ultrapassar o conteúdo da panela em três dedos). Coloque sal, os alhos com casca e a pimenta de cheiro. Tampe a panela, diminua o fogo e cozinhe por 1 hora, ou até amolecer a carne do frango. Retire o frango e, com ajuda de um garfo, tire toda a carne do osso em nacos, sem se preocupar em desfiá-lo. Volte a carne para a panela e dispense os ossos

Acrescente a batata, a cenoura, o fígado e o arroz e cozinhe por mais 15 minutos
Coloque a salsinha e a cebolinha bem picadas, mexa bastante, tampe a panela, desligue o fogo e deixe descansar por 5 minutos. Sirva com pão francês, cortado em rodela e ligeiramente aquecido no forno.

spicy-asian-chicken-soupRECEITA DE CANJA DE GALINHA RÁPIDA: PARA URGÊNCIAS URGENTÍSSIMAS

Ingredientes
1/2 kg de coxinha da asa
1 cebola
4 dentes de alho
1 cenoura grande
1/2 xícara de arroz
salsinha a gosto
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 e 1/2 litro de água fervente

Modo de fazer
Tempere cada pedaço de frango com sal a gosto. Em uma panela de pressão, coloque o azeite, o frango, a cebola e o alho. Deixe fritar por alguns minutos e acrescente a água fervente. Acrescente o arroz e a cenoura, corrija o sal e tampe a panela. Abaixe o fogo assim que a panela atingir a pressão e deixe cozinhar por 20 minutos. Finalize salpicando salsinha e sirva

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

2 Comentários
  1. Adoro teus posts, Mari. Leio todos. A maneira como escreves passa aquela impressão de “gente como a gente”, sabe assim?! Abraço!

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  • Né?!👌🏻#simplesassim #bekind
  • “Nunca mais me convida pra pegar praia em José Ignacio.” #gorda #reportergorducha
  • Dia de praia no @lachozademarparador. Viaja até José Ignacio, caminha na areia quente, procura guarda-sol, carrega geleira, sacola, mochila, faz reportagem para o Band Mulher e sorri pra foto! 🤣🐶
  • Bento envelheceu. Não foi do dia para a noite. Trata-se de um envelhecimento gradativo. Uma enfermidade aqui, uma coisinha crônica acolá – e há uns bons cinco anos vamos levando esses percalços da velhice com acompanhamento veterinário, exames de rotina, troca de medicações, mas sobretudo, com amor, cuidado, amizade, lealdade e fé. Neste último ano, mais precisamente nos últimos meses, Bento deixou de ser um cachorrinho vivaz, de olhos espertos e comportamento ágil para se transformar em um senhor de seus lá 95 anos (equivalente à idade humana) que requer uma série de cuidados e a minha presença e atenção 24 horas por dia. O diagnóstico complicou, como costumam complicar os diagnósticos à medida que a idade avança, e através do olhar do Bento eu enxergo diariamente o reflexo da finitude da vida. Não pode existir sofrimento maior para um dono de cachorro do que essa despedida diária. A cada dia, menos um dia. A cada dia, também uma surpresa. Um dia feliz, caminhando melhor, disposto, com apetite e sorrisos. No dia seguinte, sono, muito sono, xixi nas calças, olhar distante, cabecinha para o lado e alheio ao mundo ao redor. Um dia vivaz; noutro, senil. Deveria ser proibido pela natureza vivermos tal experiência. Bento significa para mim muito mais do que um dos meus grandes melhores amigos.
É meu companheiro de jornada por uma vida de altos e baixos, cheia de mudanças e reinvenções – e da qual foi testemunha ocular e grande conselheiro. Nos conhecemos quando ele tinha 30 dias de vida e desde então cruzamos oceanos até. O que eu quero que ele saiba – e o que eu sei que ele sabe – é que estarei sempre aqui. E hoje estamos aqui. E assim seguiremos juntos. Com sorrisos e mãos dadas. Até o fim. Porque a única certeza que temos é a de que o fim chega para todos nós. E com ele um novo renascer.🐶♥️🙏🏻 #bento #xerife #18anos #companheirodejornada
  • Muito havia ouvido falar de que filhos de nossas irmãs são nossos filhos também. Mas a teoria sempre só faz sentido quando a realidade se confirma. Quando João Benício nasceu, me tornei tia – e ser tia é o maior presente que um irmão e uma irmã podem nos dar. Ser tia é descobrir a maternidade de outra forma, é descobrir um amor que não sabíamos que existia. Quando me tornei tia, passei a enxergar as crianças sob outra ótica, com mais ternura e paciência. Passei a entender também a falta de paciência das mães em muitos momentos. Quando me tornei tia, passei a sentir mais saudade, passei a beijar e a abraçar mais. Passei a me preocupar mais com a humanidade, com o futuro, com o legado das pessoas e das coisas. Quando João nasceu, me tornei um ser humano melhor. Ser tia é amar profundamente uma pessoa que parece ter saído de dentro de nós. É encontrar tempo onde antes só havia falta de tempo. É segurar no colo, é não sentir dor no braço, é aguentar sem reclamar a dor nas costas. É deixar a garrafa de vinho e o Netflix de lado numa sexta-feira à noite para deitar ao lado de quem insiste em se manter acordado. Tias também são mães, são capazes de amar como mães. Tias são a segurança das mães de que, em qualquer ausência delas, amor é o que jamais faltará. Porto Alegre, agosto de 2015. #joãobenicio #amordatia #amordadinda
  • Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Pecado capital, viu Gorda?