Truque simples para o nosso amado pão ser 40% menos vilão

Uma vez, lá nos idos dos meus 30 anos, em que era adepta de tudo que era dieta que aparecia e havia acabado de me mudar para o Rio de Janeiro, resolvi que queria perder gordura corporal de um jeito rápido e caí nas mãos de um médico bam bam bam. Ouvi o óbvio: teria que reduzir drasticamente o carboidrato. A massa, a batata, o arroz, o pão…

– O pão também? – quis me certificar.
– Sim, o pão também. Principalmente o pão branco – ele respondeu.
“O meu amado cacetinho!?”, pensei.

scared-gifPREFIRO A MORTE!

Fiz a dieta direitinho, foi bem radical, perdi toda a gordura corporal em pouco tempo, mas, como todas essas dietas radicais, o resultado durou pouco – e desde então prego o equilíbrio na alimentação. Aliás, equilíbrio em tudo na vida. Meu inferno longe do adorado pão ficou no passado, com a bênção de Deus.

gifOBRIGADA, SENHOR

Então, um belo dia desta semana, meu querido cunhado Rafa Sperotto, envia uma publicação que me fez dar um salto da cama (já estava me preparando para dormir) e quase me pendurar no ventilador de teto e rodopiar de emoção. Atentem para a manchete: “Pão branco pode passar de engordativo a emagrecedor”, afirma estudo publicado no PubMed, portal dedicado a divulgar pesquisas científicas.

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Todos nós sabemos que pão branco e carboidratos em geral costumam ser restringidos nas dietas porque são absorvidos rapidamente pelo organismo, transformando-se em glicose. Com isso, obrigam o organismo a liberar a insulina necessária para nivelar essa glicose. Esse processo faz com que o corpo ganhe bastante energia e, se ela não for gasta (com exercícios, atividade física etc.), acaba transformando-se em gordura.

Onde entra o estudo alentador?
Cientistas encontraram uma maneira de driblar esse efeito do carboidrato.
Como?
Simples: congelando o pão e depois esquentando no forno.
O resultado?
Alteração na estrutura do alimento, transformando os carboidratos em amido resistente, que tem uma digestão mais prolongada. Segundo a pesquisa, o pão branco congelado e reaquecido pode ter o índice glicêmico reduzido em até 40%. E mais: não perde suas propriedades e ainda age no organismo de forma parecida ao das fibras.

comer-gif1SERVIDOS SEM CULPA?

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

4 Comentários
  1. Gente!! Aqui em casa sempre fazemos isso (congelar e aquecer), mas por preguiça de ir à padaria várias vezes… agora temos mais um motivo!!!
    Obrigada por compartilhar!
    Bjs

  2. Oi Mariana, super interessante. Eu amo pão,só que não gosto de pão branco, só integral, semi integral com grãos e por ai. Sou convencida de que pão (moderadamente, como tudo) não engorda.
    Li também este artigo e achei interessante – bom divulgar. O índice glicêmico é mais importante que as benditas calorias, cuja “preocupação com” azucrina tanta gente (nunca creditei e tenho me dado muito bem). Imagino que o IG do pão integral também deva diminuir com o processo congelamento, não?
    E o pão congela tão bem ! Como não vivemos sem pão, para não ir na boulangerie todo o dia, compro mais, corto em fatias e congelo – fica maravilhoso depois na torradeira. Em POA faço isso com os Prana da Ana Zita (Barbarella) e o pão de grãos do Public Market – fica bom demais e, com essa novidade, melhor ainda.
    Felicidades Berenice

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  • Ensalada de Durazno: pêssego queimado, folhas verdes, queijo de cabra, pistache, cebola roxa e um molho vinagrete indescritível. Autor: @francismallmann @restaurantegarzon 👌🏻♥️🇺🇾
  • Leva um tempo até a gente perceber que por trás da figura de mãe existe também uma mulher como nós. Com gostos, desejos, anseios, vontades, expectativas, decepções. Não dizem que são nas viagens que a gente conhece profundamente a essência dos amores e amigos? Pois viagens também contribuem para aproximar mães e filhas no papel de duas mulheres adultas e companheiras. Em nossas viagens, mãe e eu convivemos com nossas imperfeições e fizemos mútuas descobertas – das profundas às mais comezinhas. Ela bebe pouca água; eu vivo com uma garrafa na mão. Ela critica a minha garrafa; eu critico a falta de água no organismo dela. Ela já planeja a Páscoa do ano que vem; eu ainda nem cheguei no próximo Natal. Ela não compreende a minha falta de planos; eu não entendo a ansiedade dela. Ela pensa em voz alta; eu reflito em silêncio. Ela diz pra eu falar alguma coisa; eu suplico que ela cale a boca por cinco minutos. Ela prefere o sol do meio-dia; eu prefiro o ar-condicionado. Ela diz que estou branca feito um bicho da goiaba; eu respondo que ela está laranja feito um nacho de Doritos. Agora estamos de novo aqui, juntas, em viagem, sentadas na grama da praça de José Ignacio. Que bom, né, mãe? Que bom que a vida nos concedeu este prazo para descobrir ainda a tempo o privilégio de passearmos juntas por aí e explorar como adultas esta delicada amizade — e o que existe de melhor em cada uma de nós. ♥️ #amordemãe #amordefilha #viajecomsuamãe
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  • Início de namoro no balanço. Fazenda Tapera, Santo Augusto, RS. Junho 2007. #tbt #valentinesday2019 ♥️
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  • “Não existe uma raça superior. Tem tanto valor um porteiro quanto um médico, porque cada um desempenha o seu trabalho com dignidade e cada um é importante para toda a sociedade. Nós não vamos acabar com os problemas sociais enquanto não mudarmos nossas cabeças e exigirmos dos que estão acima de nós o respeito que o povo tem que ter e merece ter. Tem que nos dar respeito, e não caridade pública, mas respeito”. Dona Mercedes, mãe de Ricardo Boechat. A fruta não cai longe do pé. 🖤 #rip #ricardoboechat