Juliana Paes: vinte anos de carreira transformaram a bombshell em uma superstar

Foi uma mudança gradual que aconteceu de forma suave ao longo de 20 anos de carreira – desde que ela apareceu pela primeira vez na televisão, em 1998, como figurante de Malhação. Consolidada como uma das maiores atrizes brasileiras, Juliana Paes reinventou-se para fazer jus à seriedade de quem carrega hoje, aos 39 anos, muito mais do que apenas adjetivos de estrela sexy e sensual. O Kikito de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Gramado e outros prêmios da televisão coroaram uma transformação interna que já vinha dando sinais visíveis em sua maneira de vestir.

Saiu de cena aquela bombshell de pernas de fora, enfeitada com blusinhas justas de renda e decotes vertiginosos, para dar lugar a uma mulher chique, preocupada com qualidade e acabamento das peças, mas sobretudo com o conforto e o bem-estar que elas proporcionam. Neste bate-papo que tivemos no Hotel Copacabana Palace, no Rio, na ocasião do lançamento de seu novo perfume, Glam, Juliana Paes refletiu sobre este seu novo e verdadeiro papel.

juliana-paes-2017-1001JULIANA PAES, 20 ANOS DE CARREIRA: DE SEX SYMBOL A ATRIZ DE PRIMEIRA GRANDEZA

Juliana Ontem
“A Juliana de antes achava que o que estava na revista de moda servia para ela usar – e eu entrei em várias ciladas desse tipo. Eu não me importava tanto com o tecido ou com o caimento das peças. Ao longo do tempo, comecei a entender, a visualizar que uma peça bem cortada faz toda a diferença. Existe um blazer preto e existe ‘o’ blazer preto.”

mari-e-juliana-paes-rioMINHA PRIMEIRA ENTREVISTA COM JULIANA PAES, EM 2001
Nesta época, Juliana ainda começava na carreira, descompromissada com estilo e caimento das peças. Conversamos em um quarto do seu apartamento, no Rio, para uma reportagem de capa da revista IstoÉ Gente

Juliana Hoje
“Comecei a investir em peças clássicas de qualidade. Eu não me permito gastar rios de dinheiro com uma coleção inteira da Dolce & Gabbana, por exemplo. Mas eu me permito, hoje em dia, comprar um bom terno, uma calça bem cortada, uma peça Stella McCartney, que tem uma alfaiataria bacana. Eu invisto em algumas coisas desse tipo e vou jogando outras Zaras, H&Ms, TopShops por cima. Vou brincando com este hi-lo que aprendi a fazer.”

mari-e-juliana-paesNOSSO REENCONTRO 13 ANOS DEPOIS, NO HOTEL COPACABANA PALACE
Percebe-se exatamente o que Juliana descreve sobre seu estilo hoje: preocupação com qualidade e elegância, próprios de uma atriz que se tornou ícone de estilo

Auxílio profissional
“O meu problema sempre foi o mesmo: muitos eventos, pouco tempo para me arrumar. Então, comecei a chamar profissionais na minha casa para me auxiliar. Queria aprender como combinar as peças que fui adquirindo em viagens, ou mesmo comprando em produções de moda que faço para as revistas e acabo me apaixonando. Comecei a pedir ajuda dos stylists, e isso foi uma grande sacada. Eles vão lá em casa, montam os looks para mim, fotografam e assim, hoje, eu tenho uma parede de fotos. Se estou na dúvida e não sei o que vestir, corro para aquele mural e pronto. Ali está o look completo com sapato, com bolsa, com tudo. Em alguns casos, até com a recomendação: ‘neste look faça um rabo de cavalo’. Facilitou demais a minha vida.”

“Considero um grande investimento a contratação de um stylist para fazer uma curadoria e dar uma ajuda de estilo. Vale a pena para quem não é celebridade, também. Às vezes, a gente investe em uma roupa quando deveria investir em profissionais que ajudem a lidar melhor com o nosso próprio guarda-roupa. Eles facilitam demais o nosso dia a dia. Meu marido é apaixonado pela Marina Brum, que é minha stylist aqui do Rio. Hoje em dia, fico rapidamente pronta. Ele não tem mais que ficar esperando três horas por mim (risos)”.

Maternidade
“O fato de me tornar mãe transformou a maneira de me vestir. Sempre gostei de usar minissaia, mas, depois que os filhos vieram, as minissaias ficaram aposentadas. Agora, existe a ocasião certa para usar minissaia: só quando saio sozinha com meu marido. Com as crianças, é impossível. Também não dá para andar com uma roupa toda colada. Tenho sempre em mente que posso ser fotografada a qualquer momento. Então comecei a usar blusas mais largas, calças mais largas… E comecei a gostar de mim com esse shape… Diria menos exibido, talvez? Mais confortável! Eu comecei a curtir mais os looks que estão visivelmente confortáveis em mim.”

Tênismania
“Jamais vou aderir a essa onda de tênis fora da academia. Acho lindo nos outros, mas comigo não vai rolar. É aquela coisa de que a gente estava falando, de não me deixar levar mais por modismos. Antes, eu usaria tênis, porque todas as revistas de moda estão sugerindo. Hoje em dia, não me rendo mais ao que está na revista. Eu me rendo ao que gosto de ver no espelho. Tenho de me olhar e me achar linda com o meu estilo. Nunca gostei de tênis, sempre achei próprio apenas para academia – e olhe lá! Se eu pudesse calçar outra coisa para fazer ginástica, juro que calçava. Tenho a canela muito grossa. Fico parecendo um jogador de futebol.”

“Fico de péssimo humor quando estou de TPM. Nesses dias, só uso preto. Preto e cinza. Quando estou de bom humor, adoro um vestidinho soltinho. Adoro vestidos florais. Quando estou em casa, sou uma mulher moletom. Adoro uma calça de moletom. Dia desses, fui à American Apparel e comprei várias malhas super gostosas de ficar em casa. Todas cinzas. Adoro ficar de camisetinha e calça de malha em casa.”

Estilo reservado
“Vivo uma vida muito redondinha com meu marido. A gente tem nossas brigas, nossas crises, sim. Mas a gente se resolve, sabe? A gente se resolve sozinho, sem precisar sair para a rua sem aliança, dar declarações para a imprensa… Estamos casados há nove anos, mas juntos há 14. Acho que o que tinha para ter rolado de briga e separação ocorreu nesta época de namoro. Tivemos nossas confusões e tal, mas eu preservo muito essa parte íntima da minha vida. Dificilmente eu chego a algum lugar e exponho um problema da minha relação. Sobre essas coisas, converso com a minha mãe e com meu pai. Eu converso muito, aliás, com meu pai. Porque ele é homem e vai saber me dar um parecer do lado masculino.

“Na maioria das vezes, não divido crises conjugais nem com as minhas amigas. Porque acredito que esse tipo de assunto tem que ficar dentro de casa. É coisa de família. Sempre fui reservada nesse aspecto. Roupa suja se lava em casa, de preferência dentro do quarto. Quem sabe das nossas tretas são os nossos travesseiros.”

Cabelo mais curto
“Estou apaixonada por este novo comprimento de cabelo. Se eu soubesse que seria tão feliz… Sempre fui chorona, chorona mesmo, na hora de cortar. Sentava na cadeira do cabeleireiro e ficava me lamentando. Mas agora estou muito feliz, estou adorando. Ando até com vontade de cortar uma franja, para colocar meio de lado, sabe? Daí abre essa cortininha na testa… Acho um charme! Procuro usar produtos de volume na raiz. No cabelo em si, tenho procurado usar o mínimo de produtos possível. Apenas xampu, condicionador e um leave-in. Quando o cabelo começa a secar, coloco spray de volume na raiz. Se sobra algum frizz, conserto com baby liss.

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Mari Kalil

Mari Kalil

Jornalista e escritora, Mariana Kalil é diretora de conteúdo do site MK e colunista do programa Band Mulher e da rádio Band News FM. É também autora dos livros "Peregrina de Araque (2011), "Vida Peregrina (2013) e "Tudo tem uma Primeira Vez" (2015), todos publicados pela editora Dublinense. Trabalhou das redações das revistas Época e IstoÉ Gente, dos jornais Zero Hora, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil e foi correspondente da BBC na Espanha, onde cursou pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema na Escuela Superior de Imagen y Diseño de Barcelona.

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E toca o barco, como dizia meu amigo @boechatreal ♥️
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  • Patricia foi minha boxer dos cinco meses de vida aos 12 anos de idade. Ganhei a Patricia de presente e fiquei muito incomodada. Cachorros têm sentimento, coração, pulmão. Cachorros não são vasos, lustres, sabonetes. Cachorros não são presentes que devemos ganhar sem o nosso consentimento. E a Patricia entrou na minha vida sem o meu consentimento. Eu não estava disponível para cuidar da Patricia naquele momento, eu estava com passagem comprada para São Paulo, contratada para um novo emprego, para um outro estilo de vida que exigia demais da minha capacidade profissional. Então, curti a Patricia por alguns meses, mas precisei ir embora. Durante anos, ela viveu na casa dos meus pais, e eu pedia notícias diárias por telefone. Voltava a Porto Alegre sempre que podia para que ela soubesse que meu comportamento não significava abandono, apenas nos encontramos em circunstâncias desfavoráveis. Pra mim; pra ti; pra nós duas, Patricia. Quando regressei definitivamente a Porto Alegre, Patricia havia acabado de completar 12 anos de idade. Ela sabia desde sempre, por mais de uma década, que pertencia a mim, e eu a ela. Aproveitamos nosso último ano com passeios em ritmo lento, com suas bochechas esbranquiçadas, com a fidelidade rara que só os animais conhecem. Ela partiu pouco tempo depois. Comemos um cheeseburger juntas no nosso último dia sentadas na grama do parque - e o bafo do queijo com mollho de catchup com maionese naquele pão ela sopra de quando em vez no meu nariz, durante a madrugada. Patricia desapareceu dos meus olhos, mas segue onipresente em cada minuto da minha vida. E eu tenho certeza que quando for a minha hora de cruzar a porta que leva para o outro lado da vida, ela estará lá, abanando o rabo e com o focinho rosinha para me buscar. #tbt. Porto Alegre, março de 1999
  • Minha irmã que criou. Minha irmã que me deu. Chato ter uma irmã assim, vai dizer?! 😜#convexoshoes #lojaconvexo #convexopoa #slipon #trendalert #animalprint